Os deputados federais brasileiros deram um grande mau exemplo para a população no início da noite desta terça-feira (8). Isso porque um grande tumulto aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília. Alguns parlamentares fizeram um protesto contra Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Isso porque o presidente determinou que os votos fossem secretos para escolher as chapas que vão compôr a comissão especial que vai julgar o processo de impeachment contra #Dilma Rousseff. De acordo com informações do G1, alguns deputados da base aliada do governo quebraram urnas eletrônicas. Elas foram colocados na Câmara para escolher quem faria parte deste colegiado de análise sobre a investigação do "impedimento" da presidente da República. 

A polícia legislativa tentou conter os parlamentares mais exaltados, mas não conseguiram impedir que os representantes públicos quebrassem diversos equipamentos da Câmara.

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Alguns políticos chegaram a empurrar estes segurança, outros reclamaram de agressões. A TV Câmara chegou a cortar o áudio de sua transmissão a mando de Cunha. A emissora preferiu imagens abertas, mas mesmo assim foi possível ver parlamentarem agredindo esses seguranças. Das 14 urnas que foram colocadas no plenário, 10 sofreram algum tipo de danificação. Com isso, elas ficaram fora do ar por alguns minutos, mas logo foram restabelecidas, permitindo que a eleição seguisse até o seu término. 

Um vídeo feito pelo G1 mostra o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, deputado federal Afonso Florence, do PT da Bahia, destruindo uma das urnas. Um assessor do político chegou a tentar arrancar o celular do repórter que fez o flagrante. Outros deputados vendo a cena impediram o assessor de realizar o ato.

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Ele depois do episódio preferiu deixar a Câmara. 

O deputado flagrado disse em entrevista que "isso não é notícia", argumentando que o importante mesmo era que o presidente da Câmara teria rasgado o regimento da entidade. Mesmo depois do empurra empurra, Eduardo Cunha seguiu com a eleição, mesmo que essa tivesse que ser realizada até a madrugada. Cunha ainda proibiu que deputados se manifestassem durante os seus votos, como já estava acontecendo em outras votações da casa.  #Impeachment