O clima tenso que paira sobre a política brasileira não se resume à escolha da comissão do Impeachment de Dilma, mas também se estende ao Conselho de Ética, que por sinal protagonizou uma cena nada ética na manhã dessa quinta-feira, 10.

Parlamentares haviam se reunido, mais uma vez, para definir o futuro de Eduardo Cunha. O deputado Wellington Roberto do PR, alegou em defesa ao presidente da Câmara que afastá-lo era uma tentativa de golpe, com isso, o deputado Zé Geraldo do PT rebateu a acusação fazendo acusações a bancada que defende Cunha. Enquanto os dois gesticulavam calorosamente, suas mãos se encontraram e precisaram ser contidos por outros parlamentares.

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Zé do PT repetiu cerca de quinze vezes a frase: "Não admito que me toque". Wellington se defendeu. O petista por sua vez, arrancou risada de alguns presentes e dos telespectadores que assistiam à transmissão ao dizer que apenas ladrão tem turma, ao se referir a banca em defesa de Cunha. A sessão foi suspensa por cinco minutos e os ânimos dos parlamentares mudaram os rumos e o clima permaneceu tenso mesmo após algum tempo após o mal entendido.

Assista ao vídeo:

Na quarta-feira, 9, Marcos Rogério do PDT foi escolhido pelo presidente do colegiado como o novo relator do processo de cassação de Eduardo Cunha. A substituição foi questionada e Marcos pediu mais cinco dias para analisar o caso de Eduardo e realizar as devidas mudanças no relatório. O antigo relator, Fausto Pinato do PRB foi afastado do processo por quebra de decoro.

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Fase de tensão política

Após Eduardo Cunha ter aceitado o pedido de Impeachment, o clima político do país ficou ainda pior. Além de vazar na imprensa a carta que Michel Temer enviou desabafando com Dilma Rousseff, a votação que elegeu a comissão que analisará o Impeachment gerou discussões acaloradas e destruição de patrimônio público por parte dos parlamentares, que quebraram urnas de votação.

A instabilidade política do país gera incertezas para investidores e afeta diretamente a economia do Brasil, que vive seus piores índices dos últimos anos devido a falta de investimentos, má administração política e inúmeros casos de corrupção envolvendo o dinheiro público. #Governo #Câmara dos Deputados