Nessa quarta-feira (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), falou em entrevista coletiva que aceitou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Partidos de oposição comemoram a decisão de #Eduardo Cunha de acolher o principal pedido de #Impeachment protocolado na câmara dos deputados. "Proferi a decisão com o acolhimento da denúncia", disse Eduardo Cunha.

O pedido aceito nesta quarta-feira foi entregue no dia 21 de outubro, por deputados da oposição na presidência da Câmara dos Deputados, tendo sido preparado pelos advogados Hélio Bicudo (um dos iniciadores do PT), Miguel Reale Júnior (ministro da justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, PSDB), e Janaína Conceição Paschoal.

Publicidade
Publicidade

O presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, explicou que a decisão foi de cunho técnico e não político. Cunha afirmou também que aceitou as justificativas dos juristas de denúncia contra os decretos publicados pelo governo em 2015, que, segundo a denúncia, implicaram o aumento de despesas sem aprovação do Legislativo.

Eduardo cunha também falou que, dos sete pedidos que se comprometeu resolver até ao final de novembro, cinco foram decididos. Segundo ele, o primeiro (de Hélio Bicudo) iria negar, já que se tratava de 2014. Completa dizendo que rejeitou o do Movimento Brasil Livre e dois do mesmo advogado. O presidente declarou também que "não fica feliz em praticar esse ato, que não o fez de natureza política. Que nosso país possa passar por esse processo, superar esse processo", e lamenta intensamente o que está sobrevindo em nosso país.

Publicidade

"Nunca se tinha ouvido falar na história de um mandato de um presidente com tamanha quantidade de pedidos de Impeachment", revela Eduardo Cunha.

Entenda o pedido de impeachment

Com base em representação do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU) , o documento entregue em outubro incorporava denúncias de que as conhecidas "pedaladas fiscais" tornaram a ser praticadas durante esse ano. O novo pedido também pretende clarificar a atual discussão jurídica sobre se o impeachment pode ser aplicado através de fatos que ocorreram em mandatos anteriores. #Dilma Rousseff