Ontem (17), a presidente #Dilma Rousseff, do #PT, almoçou com o presidente do Senado Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Durante o almoço, ela pediu que Renan a ajudasse durante o processo de #Impeachment contra o seu mandato. Recentemente Renan afirmou que ele que devia decidir se aceita o impeachment ou não, no Senado, e que a decisão não deveria ser feita na Câmara dos Deputados. Até aí, caso a Câmara dos Deputados aceitasse, Dilma já teria que se afastar do governo durante 180 dias, enquanto o processo continuasse em andamento. Agora, isso só acontecerá com o aval de Renan Calheiros.

Com isso, Renan se transformou mais uma vez numa importante peça do governo para sair livre do processo e para conseguir se contrapor a Eduardo Cunha.

Publicidade
Publicidade

O encontro também teve a presença de Jaques Wagner, ministro da Casa Civil. O almoço aconteceu apenas um dia após Renan Calheiros atacar o vice-presidente Michel Temer.

Apesar dos indícios que Renan Calheiros tem dado de estar do lado de Dilma Rousseff e seu governo, o Palácio do Planalto ainda vê seus últimos movimentos com cautela, já que não acreditam que ele está totalmente "fechado com o governo", mas que apenas deve ficar independente a partir de agora. Para mudar esse quadro, auxiliares de Dilma afirmaram que a presidente irá cada vez mais fazer gestos em direção ao presidente do Senado, aumentar a boa relação e garantir que ele a ajude durante todo o processo de impeachment.

Também ontem Dilma agradeceu Renan Calheiros por ter desafiado Michel Temer.

Renan Calheiros aprova pedido de investigação a Michel Temer

Renan Calheiros entrou novamente em embate com Michel Temer, atual vice-presidente do Brasil.

Publicidade

Ele abriu votação para requerimento que solicita que o Tribunal de Contas da União investigue o vice-presidente sobre as suas assinaturas em pelo menos sete decretos que autorizam abertura de crédito de orçamento sem aval do Congresso. Dilma também assinou outro decretos semelhantes, e foi essa prática que foi usada como base para o pedido de impeachment aceito por Eduardo Cunha recentemente. Essa votação fechou o ano de 2015 no Senado.