A presidente da república Dilma Rousseff se pronunciou na noite desta quarta-feira, 02, sobre a aceitação de um pedido de impeachment por parte de Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados. O líder peemedebista aceitou um dos 34 processos enviados só neste ano contra a representante do Partido dos Trabalhadores. O anúncio foi feito nesta tarde. Ao comentar a atitude de Cunha, Dilma se defendeu e atacou ao mesmo tempo.

Rousseff disse que não entendia o #Impeachment, já que seu passado e seu presente não dão margem à especulações. Ela ainda alfinetou o seu opositor: "não tenho contas no exterior, nem jamais ocultei bens pessoais.

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Nunca coagi ou tentei coagir outras instituições da República para atender meus interesses pessoais".

Como foi amplamente divulgado pela mídia, Eduardo está sendo investigado pela polícia federal e pela receita federal por não ter declarado contas no exterior durante as eleições em que venceu para ser deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, divulgando assim, um patrimônio menor do que o real. Contas no nome dele e também no de sua mulher foram abertas em bancos da Suíça, o que gerou um grande movimento, assim como o que acontece agora com Dilma, pedindo a sua saída da presidência da Câmara. Especialistas em política também acreditam ser muito provável que o próprio Cunha sofra um processo parecido ao de impeachment, que é a cassação de seu mandato, nas próximas semanas.

O rito do impeachment tem muitas fases

A aceitação do pedido de impeachment será publicada nesta quinta-feira, 03, no Diário Oficial da União.

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O próximo passo é a Câmara dos Deputados votar se #Dilma Rousseff vai mesmo ser investigada pelo o que motivou a criação do pedido de vista, as pedaladas fiscais. Caso a investigação seja aceita, o processo de impeachment é aberto. A partir daí, Dilma teria que se afastar do poder por 180 dias. Depois desse prazo, caso julgada inocente, ela volta a governar. Se for considerada culpada ela sai do cargo e fica inelegível. No tempo de investigação, quem assume é o vice-presidente, Michel Temer, do mesmo partido de #Eduardo Cunha, o PMDB.