Eram 18h40 desta quarta-feira, 02, no horário de Brasília quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) anunciou que acatou um dos 34 pedidos de #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff. Segundo o parlamentar, a medida será anunciada oficialmente nesta quinta-feira, 03, no Diário Oficial da União. Agora será necessário que a Câmara vote inicialmente se também irá acatar o pedido, abrindo assim oficialmente o pedido de impeachment. Em seguida, os parlamentares vão definir se Dilma Rousseff continua ou não no cargo enquanto é investigada. Para efeitos comparativos, da abertura até à saída de Fernando Collor do poder foram 40 dias.

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No caso dele, ele pediu a renúncia antes que fosse decretada qualquer decisão da câmara.

De acordo com Eduardo Cunha, o motivo da aceitação do pedido de impeachment foi de ordem técnica. Basicamente, ele é baseado nas pedaladas fiscais. A presidente já tinha feito explicações para o Tribunal de Contas da União, o TCU, que havia dito que essa movimentação do governo era irregular. Minutos depois do anúncio do presidente da Câmara, Dilma Rousseff teve uma vitória, também na Câmara, sendo o novo projeto de meta fiscal aprovado. Com isso, o governo poupará mais R$ 10 bilhões das medidas discricionárias. 

O líder do PMDB fez questão de dizer novamente na coletiva dada aos jornalistas em Brasília que o anúncio era de caráter técnico e não pessoal, já que nunca na história do país, um presidente recebeu tantos pedidos de impeachment.

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"Eu cheguei a fazer o máximo de interpretações possíveis para não abrir, mas nesse caso, não teve jeito", disse Cunha, que também está na mira para sofrer um processo parecido. No caso dele, por conta de contas não declaradas, descobertas na Suíça.

O clima político deve esquentar entre esse final e início de outro ano. Dilma conseguiu recuperar um pouco de sua popularidade. A rejeição da petista foi de 71% para 67% segundo o Datafolha, mas os novos cortes podem ser um problema com os eleitores. Agora ela está nas mãos de sua bancada e também dos demais parlamentares, que podem tomar uma decisão histórica.  #PT