A prisão do senador Delcídio do Amaral surpreendeu a todos, já que é um fato raro no país. Por tentar impedir o seguimento das investigações a respeito da "Operação Lava Jato", o senador do PT-MS foi detido.

Com esta prisão, todos voltaram seus olhares para o Congresso Nacional, esperando que #Eduardo Cunha também fosse preso, afinal, o deputado do PMDB-RJ é acusado também de tentar impedir o prosseguimento das investigações sobre as contas que ele supostamente tem na Suíça e também por envolvimento no esquema de #Corrupção implantado na Petrobras.

Eduardo Cunha está enfrentando várias acusações, existem dois inquéritos contra ele no STF - Supremo Tribunal Federal, e, mesmo assim, o presidente da Câmara dos Deputados está livre.

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O motivo de Delcídio estar preso e Cunha não, é que os dois casos possuem suas particularidades e há diferenças significativas entre cada uma das situações. Para solicitar a prisão de um parlamentar, cabe ao Ministério Público Federal fazer a acusação e este político é julgado perante o Supremo Tribunal Federal, de acordo com o que determina a Constituição.

De acordo ainda com a Constituição Brasileira, deputados e também senadores são invioláveis e só podem ser presos em "flagrante de crime" e que seja inafiançável. Delcídio foi preso porque o senador foi acusado por Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, de ser um dos participantes no esquema de corrupção que resultou na compra de Pasadena, a refinaria nos Estados Unidos.

O processo acabou sendo arquivado em março deste ano porque não havia provas, só que tudo mudou depois que surgiu a gravação feita pelo filho de Cerveró, mostrando Delcídio oferecendo ajuda para que Nestor deixasse o país e não precisasse fazer uma delação premiada.

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Cunha não está preso porque o Ministério Público, até o momento, não fez nenhum pedido neste sentido, mesmo com sérias acusações contra ele. Contudo, especialistas no assunto alegam que há vários inquéritos instalados contra Eduardo Cunha e por isto o Ministério Público não precisa se desgastar, pois, em breve, o deputado já será réu e, certamente, será condenado. #Crise no Brasil