Quatro novos mandatos de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manha de quinta-feira (17) pelo Departamento de Polícia Federal contra envolvidos em esquemas de desvios de dinheiro, envolvendo nesta investida a holandesa multinacional SBM Offshore e a Petrobras. Os mandatos de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro (capital), em Angra dos Reis (RJ) e Curitiba (PR)

A ação procura por documentos e provas que constituam elos com os pagamentos de propina á petrolífera brasileira pela multinacional SBM, aprofundando as investigações até o ano de 1997. Conforme informações da própria PF, desde essa época acontecem desvios na estatal para pagamento de propinas para se obter vantagens em contratações com empresas prestadoras de serviços na área de prospecção de petróleo.

Publicidade
Publicidade

A PF informou que estas investigações começaram antes mesmo da Lava-Jato, entre os crimes investigados na operação, estão os de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas (envio de dinheiro ao exterior sem declarar à Receita) porém a ação tem ligação com a Lava-Jato.

Depois do criativo apelido "Catilinarias" designado à operação envolvendo o deputado e presidente da câmara Eduardo Cunha, a "operação do dia" vem com o nome de Operação Sangue Negro, acredita-se que fazendo alusão ao "sangramento' promovido pelos roubos na Petrobras, pelo fato do petróleo ter o nome popular de "ouro negro".

Dois mandados de busca e apreensão foram emitidos em nome de investigados envolvidos já presos em outras operações, sendo eles Renato Duque e Jorge Zelada, que já respondem por vários crimes.

Publicidade

O outros mandados tinham relação com a investigação sobre fraudes nos fundos de pensão dos Correios e mais especificamente em relação à Postalis, existem acusações de que vários investimentos feitos com o caixa da empresa indevidamente, trouxeram prejuízos milionários a instituição.

Um dos mandados foram em nome de uma empresa de prospecção de petróleo, a Petroserv, acusada de ser o "elo",  a mediadora de negociações escusas em contratos nos anos 90, recebendo de 3% a 5% de repasses, sendo que 1% destes valores seriam remetidos à contas no exterior, sabe-se também se o dinheiro era "esquentado" e remetido de volta para pagamento de propinas, também foram feitas buscas nas residências dos investigados.

O presidente da Setal Engenharia, Augusto Mendonça Neto, afirma que na época as empresas se "uniram" formando uma espécie de clube (em 1997 inicialmente com nove empresas), para participar das licitações da Petrobras e declara que:

“Era uma forma de as empresas se protegerem diante da força da Petrobras. Se proteger de modo a não competirem entre si”.

Publicidade

Pedro Barusco em sua delação relata que começou receber propina no ano de 1996.

O envolvimento da SBM

A SBM é uma empresa internacional de aluguel de equipamentos para prospecção de petróleo (incluindo plataformas), a companhia é líder de mercado em sistemas flutuantes de prospecção.

Em depoimentos de seus representantes a Lava Jato já confessaram que houve pagamento de propina para obter vantagem em contratos com a Petrobras.

Um dos ex-diretores David Taylor e Júlio Faerman um ex-representante da SBM denunciaram que havia "supostas irregularidades" entre contratos da empresa Holandesa e a Petrobras, Júlio Faerman relata ainda que houve na epoca "ganhos expressivos" por parte da empresa representada. #Corinthians #Investigação Criminal #Casos de polícia