Um dia após a Carta do Vice-Presidente demonstrar um possível rompimento com o governo. A Presidente Dilma sofreu mais um revés na escolha dos membros para a formação da comissão especial que analisa o pedido de #Impeachment. O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, autorizou a inscrição de uma chapa avulsa para concorrer a comissão especial, chapa essa formada por integrantes da oposição favoráveis ao impeachment.

Como foi a votação

Entretanto, essa decisão gerou discordância com deputados governistas que fizeram diversos questionamentos pelos microfones da sessão. Como não foram atendidos pelo Presidente, resolveram quebrar urnas eletrônicas instaladas para a votação.

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A segurança da casa tentou acalmar os ânimos, mas algumas urnas foram quebradas por deputados.

Segundo o G1, portal de noticias da Globo, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a apontar o dedo para o rosto do presidente da casa. O processo de votação foi correto e dentro do que previa o regimento da Câmara, mas contrário ao acordo de líderes que havia sido realizado pelo Governo.

A votação ocorreu e foi validada pelo Presidente Eduardo Cunha, sendo eleita por 272 a 199 votos a chapa “Unindo o Brasil”, com 39 deputados contrários ao Governo. A oposição comemorou bastante o resultado, inclusive, com bandeiras do Brasil, afirmando que essa seria uma vitória da sociedade.

O resultado

Além da vitória da oposição na comissão especial, o que pode efetivamente resultar na abertura do processo de impeachment contra a Presidente #Dilma Rousseff, o resultado demonstra também o pequeno percentual que o governo possui para uma possível votação do impeachment no plenário.

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Foram 199 votos e o governo precisa ter 171 votos para barrar o impeachment, ou seja, uma diferença de apenas 28 votos no início do processo, que ainda pode se agravar com o desgaste político e as operações da Lava Jato.

Portanto, essa vitória da oposição pode representar mais do que o controle da comissão especial, demonstrando o enfraquecimento do Governo no dia a dia. #Crise no Brasil