Ainda não há unanimidade em torno do nome de Barbosa para o Ministério da Fazenda, PT e o ex-presidente Lula são a favor de sua indicação, mas ainda não há um consenso. 

Outros nomes, como o do vice-presidente do Insper, uma instituição de ensino superior e pesquisa sem fins lucrativos e do executivo Octaviano Canuto (FMI do Brasil) também são cogitados.

Alem desses, o nome de Armando Monteiro, Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, nome de destaque no mercado financeiro, também compõe a lista de opções do governo ao Ministério.

Especula-se que a insatisfação de Levy tenha sido pelo não entendimento quanto à fixação das metas de superávit primário, a presidente Dilma numa decisão pessoal, teria contrariado o atual ministro fixando metas entre zero e 0,5%, quando a recomendação de Levy seria a de 0,7% do PIB em 2016.

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A decisão da saída de Levy ainda não esta consumada, porem a entrevista após o termino de sua participação no Conselho monetário Nacional desta quinta-feira (17) soou como uma despedida, o ministro afirmou que não participará do próximo evento que acontecera dia 21 de janeiro de 2016. 

Apesar da sua eminente saída, Joaquim Levy não deixa claro a data em que pretende deixar o ministério e em entrevista deixa em aberto declarando “O fim do ano legislativo amplia minhas opções” em tom de descontração brinca dizendo que seu caminho agora é de busca por "paz interior”.

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo ele critica a posição do governo em relação às reformas econômicas dizendo que Dilma não considera prioridade fazer reformas e sim manter a meta fiscal, comenta “Então ficou só o fiscal, porque o fiscal é mais para sobrevivência”.

Nelson Barbosa já emite opiniões a favor da decisão do governo e sobre questões econômicas, como em relação os números estabelecidos para a meta fiscal, conforme veiculado no Diário do Comércio e Indústria & Serviços ele disse em entrevista:

"Foi resultado de uma negociação com o Congresso Nacional. A proposta que o governo fez foi de 0,5% do PIB com a possibilidade de abatimento para pagar investimentos, restos a pagar processados de investimentos, reforçar ações de saúde, defesa civil e, eventualmente, incorporar frustração de receita, mas na negociação chegou-se a um acordo para aprovar o 0,5%. Foi o acordo possível de ser feito, foi um bom acordo e agora temos uma meta para o ano que vem". 

Disse ainda na entrevista "Vamos perseguir essa meta" e numa falha de colocação conclui "Estamos trabalhando no Ministério da Fazenda, com o Planejamento" se corrigindo em seguida.

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Barbosa falou ainda de assuntos como inclusão social e a necessidade de melhorias nas politicas de saúde e segurança declarando, "Exige coordenação e temos que avançar mesmo no contexto de menores recursos, não podemos avançar tanto quanto desejaríamos, mas podemos avançar nisso com melhores gestão do gasto, uso de tecnologias, processos de gestão que são adotados no resto do mundo", afirmou.

A respeito de sua indicação ao Ministério preferiu não falar. 

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