Escolha de Sofia. O título de um famoso filme sobre a segunda guerra mundial, foi citado por um deputado para definir a situação em que se encontravam os parlamentares, nesta quarta, 02, no momento de decidir pela aprovação ou não, do projeto de lei que permite a redução da meta fiscal para 2015, autorizando o governo federal a registrar o déficit de R$ 119,9 bilhões.

O filme lembrado não poderia ser mais oportuno para definir a situação atual do Brasil. Concordar com a alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal é abrir um precedente não só para governos federal em anos próximos, como também para governos estaduais e municipais.

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É atestar que o descontrole das contas públicas pode ser aceito em todos os níveis. É concordar com a irresponsabilidade do governo federal que gastou mais do que arrecadou, principalmente para alimentar a campanha da reeleição de #Dilma Rousseff. É aceitar que a promessa do Planalto de fazer uma economia de mais de R$ 55 bilhões, na verdade se transformou em um déficit de quase R$ 120 bilhões.

Por outro lado, não aprovar a mudança da lei teria consequências catastróficas para o país. Seria ser conivente com a estagnação do sistema, interromper serviços públicos prioritários e prejudicar ainda mais a população brasileira. 

Então, após discussão e discursos dos dois lados, governistas e oposicionistas, por 314 votos a favor e 99 contra, a Câmara dos Deputados aprovou a mudança da meta fiscal, e encaminhou para os senadores a matéria para ser votada.

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O senadores também aprovaram a alteração da lei.

Enquanto isso,segundo a Folha de S.Paulo, em salão próximo àquele em que o destino das contas públicas era traçado, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciava para a imprensa que o destino da presidente da República , naquele momento, seria discutido. Ele estava aceitando o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, protocolado por Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascal. 

A deflagração do pedido do #Impeachment foi articulado pelos oposicionistas, junto a Cunha, durante o dia.