Após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), resolver aceitar o pedido de impeachment contra a presidente #Dilma Rousseff, uma verdadeira corrida contra o tempo foi deflagrada nos bastidores do governo. O tempo parece não trabalhar a favor de Dilma. Esta é a razão para que os políticos, que fazem parte da base do governo, tentarem apressar a análise do pedido, junto à comissão que vai votar o pedido para a próxima semana.

Na tentativa de derrubar o pedido de afastamento da presidente, os líderes governistas e o próprio governo já analisam a possibilidade de trabalharem  para que o recesso parlamentar, de final de ano, possa ser suspenso.

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As férias do Congresso, a princípio, estão marcadas para começar no próximo dia 22. Os congressistas pró-governo sabem que Dilma, neste momento, possui ampla maioria no Congresso para que o processo de #Impeachment possa ser derrubado. A comissão que vai ser criada, na próxima semana, dará ampla maioria de votos a favor da presidente.

Os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner e da Secretaria do Governo, Ricardo Berzoini, já saíram em defesa de Dilma. Ambos estão orientando todos os parlamentares, que compõem a base do governo, a apressarem a resolução da questão no menor espaço de tempo possível. Na opinião de Wagner, não se torna aceitável que se faça uma pausa nos trabalhos parlamentares, diante de um assunto tão grave a ser decidido. Berzoini defende que, quanto mais rápido o assunto for votado, melhor será para Dilma, pois não haverá tempo para que haja um crescimento do movimento contra a mesma, principalmente, nas ruas.

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Além disto, o ministro defende que, o adiamento para 2016, poderá levar a uma possível discordância de opiniões dentro do próprio partido.

 A oposição, que antes era favorável a abreviar o tempo de votação, mudou de lado. Agora defendem o recesso. Entretanto, as divergências com relação ao assunto já estão presentes nesta ala. Na visão daqueles que apoiam o mesmo, este tempo seria suficiente para que o movimento pelo impeachment ganhasse o apoio popular. É o que defende o senador Cássio Cunha Lima(PSBD-PB). O mesmo afirma que será mais difícil para as pessoas protestarem nas ruas, nesta época de Natal e Ano Novo. O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM e contrário ao recesso, defende que seria complicado explicar para os eleitores o fato de que, enquanto uma grande parte da população brasileira estaria nas ruas, pedindo o afastamento da presidente, os parlamentares estariam nas suas casas, comemorando o fim de ano com seus familiares.  #Congresso Nacional