Imediatamente após o pedido de impeachment da presidente da República, #Dilma Rousseff (PT), ser acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no início da noite do dia 02 de dezembro, última terça-feira, grupos pró e contra Dilma começaram a se articular para realizarem atos de #Manifestação, já previstos para os próximos dias.

Atos pró Dilma

O primeiro ato acontece na próxima segunda-feira, dia 07, em São Paulo, e será a favor de Dilma Rousseff. Trata-se de uma reunião entre representantes da CUT, do MST e de demais movimentos sociais, além de outros líderes de centrais sindicais. O objetivo do encontro é discutir e organizar um calendário de ações pró Dilma para os próximos dias e para o início de 2016.

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Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve participar da reunião com os líderes sindicais e os demais manifestantes favoráveis a presidente Dilma. De acordo com lideranças da CUT, a meta das ações é mobilizar todo o país para lutar contra o processo de #Impeachment.

Uma destas ações já está marcada para a próxima terça-feira, dia 08, quando sindicalistas da CUT se reunirão na frente da igreja da Candelária, localizada no centro na cidade do Rio de Janeiro, para protestar contra o que o grupo acusa de “decisão chantagista” do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e de “tentativa declarada de golpe” por parte da oposição. A manifestação deve seguir pelas ruas do Rio até a Cinelândia.

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) também já está se articulando para realizar manifestações contrárias ao pedido de impeachment.

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Ainda de acordo com a Folha, o foco do protesto do grupo será o pedido de ‘Fora Cunha’, e não o de defesa do governo Dilma. Com isso, os coordenadores do movimento esperam atrair para a manifestação pessoas que não tenham ligações partidárias com o PT, mas que defendam, acima de tudo, a democracia.

O protesto do MTST deve ser realizado logo após a manifestação dos grupos pró-impeachment, numa tentativa clara de contraponto.

Atos contra Dilma

Está sendo agendada para o próximo dia 13, um domingo, a manifestação a favor do impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. A passeata de protesto está deve acontecer em diversas cidades do Brasil e está sendo organizada pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo movimento ‘Vem Pra Rua’.

De acordo com representantes dos dois grupos, este primeiro ato será ainda um ‘aquecimento’ para uma manifestação bem maior, que já está sendo preparada, mas que ainda não tem uma data definida pelos organizadores, podendo ocorrer nos últimos dias de 2015, ou mesmo, somente no início do ano que vem.

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Para o cientista político Jorge Gomes, manifestações devem acontecer, seja pró ou contra. Contudo, é preciso ter cuidado para que os ânimos exaltados de uns, acabem prejudicando o protesto pacífico de outros.

“A grande questão do protesto é como ele será realizado, porque ele pode, e deve ser realizado. Porém, sabemos que é preciso ter cuidado, pois os ânimos mais exaltados de uns, podem acabar com o protesto pacifico e legítimo de outros. A democracia permite que você reclame do que você quiser, mas o seu direito termina quando começa o do outro, e é preciso conhecer os limites democráticos antes de sair com paus e pedras nas mãos”, garante Gomes

“Violência só gera violência, e deslegitima qualquer manifestação. É importante que todas as pessoas que pretendem ir às ruas se manifestar, seja a favor ou contra Dilma, saibam muito bem disso”, conclui o cientista político.