O ministro Jaques Wagner comentou, nesta sexta-feira (18), sobre os rumores da saída de Joaquim Levy da Fazenda após participar de um encontro na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Wagner disse que quem "banca" a política econômica é a Dilma e não o ministro, a decisão final é dela.

“Quem banca a política econômica não é o ministro da Fazenda. Quem banca a política econômica é a presidenta da República e ela convoca o ministro para cumprir”, disse Wagner.

Sobre a possível saída de Levy, Wagner desconversou sutilmente. “Parece que ontem ele teria se despedido. Não sei se brincando ou falando sério. Mas essa é uma decisão privada dela (Dilma) com ele.

Publicidade
Publicidade

Não sei se terão alguma conversa hoje”.

Levy fez um discurso em tom de despedida nessa quinta-feira (17) na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).  Segundo o jornal “O Globo,” a gota d’água para o ministro teria sido há duas semanas em uma reunião com Dilma para discutir a meta fiscal de 2016, onde a Presidente contrariou Levy e deu autorização para reduzir a meta de superávit primário de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para 0,5%. O superávit primário é a economia que o país faz para pagar o juros da dívida. 

Perfil do novo ministro tem que ser técnico e político ao mesmo tempo

Jaques Wagner ao ser questionado sobre a escolha do perfil de um possível novo ministro após saída de Levy disse que um ministro deve ser tanto técnico quanto político, porque precisa conversar com o parlamento, com empresários e com os trabalhadores.

Publicidade

Levy foi duramente criticado pelo PT por propor medidas impopulares, e Dilma por sua vez é criticada pelo mercado por suas desastrosas intervenções na política econômica.

Jaques Wagner poderá substituir Levy

Segundo a jornalista Andrea Jubé, do jornal “Valor Econômico”, o próprio ministro Jaques Wagner está fortemente cotado nos bastidores do Planalto para substituir Levy na Fazenda. “Wagner está no páreo”, afirma uma autoridade. Seria uma solução mais política, como foi Antonio Palocci no governo Lula. O que paira no ar no entanto é que Jaques Wagner ainda seja um forte aliado de Lula, embora tenha se aproximado mais de Dilma neste mandato.

Também estão cotados para assumir a Fazenda o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro e Alexandre Tombini, atualmente presidente do Banco Central. A princípio, ninguém do mercado quer assumir o lugar de Levy. #Dilma Rousseff #Crise econômica #Crise no Brasil