O governo Rousseff e seus aliados deram início, nesta segunda-feira (7), a um movimento contra o processo de #Impeachment aberto contra ela no último dia 2, com o objetivo de montar uma defesa política e jurídica. A reunião contou com a presença de cerca de 30 juristas, que se declararam contra o impedimento e que irão elaborar o parecer de defesa da presidente.

Personagens importantes do mundo jurídico já se posicionaram contrários ao impedimento do mandato da presidente, entre eles o ex-presidente do Superior Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o jurista Bandeira de Melo e o jurista Dalmo Dallari.

Em uma reunião com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), que estará na Comissão Especial que analisará o processo, falou em “interditar o golpe”.

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O ex-presidente Lula sustentou que não há base jurídica para o impeachment.

Outra figura importante que apontou o pedido de impeachment como "inconsistente em várias dimensões" foi o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Ele disse ainda: "O processo no Congresso é mais político, mas não é só político. É isso que tem de ser compreendido. A política aqui é exercida nos limites da lei. Não temos um sistema em que se retira um presidente por confiança."

O pedido de impeachment foi assinado por Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Helio Bicudo e teve total apoio da oposição.

Sobre Michel Temer (PMDB), Dilma disse: "Ele sempre foi extremamente correto comigo. Não tenho por que desconfiar um milímetro dele". Dilma negou que Temer estivesse fazendo uma espécie de jogo duplo com ela.

Não é o mesmo que pensa o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que no lançamento da campanha “Golpe Nunca Mais”, feita no último domingo, encabeçada pelo governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), em uma coletiva de imprensa declarou: “Se a Dilma cair é o Michel Temer que assume.

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Perguntem qual é a opinião dele sobre seu parceiro íntimo ter conta na Suíça. O beneficiário dessa situação é o Michel Temer, o capitão do golpe”.

  #Dilma Rousseff #Crise