A #Crise econômica brasileira deixou o setor privado e atingiu em cheio TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Após anunciar uma série de cortes de gastos em setores que o governo julga não serem tão importantes no momento, a #Justiça eleitoral, que tem a função de organizar e fiscalizar o exercício da democracia no país, deixou de receber um repasse de quase R$ 430 milhões por parte da União.

Como resultado, a Justiça Eleitoral anunciou que as eleições do próximo ano, que visam eleger vereadores e prefeitos por todo o Brasil, serão à moda antiga através do voto manual. A justificativa é que com o corte feito pelo governo federal, não há verba suficiente para comprar e realizar a manutenção das urnas eletrônicas já existentes.

Publicidade
Publicidade

Com isso, o uso do papel, por mais trabalhoso e falho que seja, é o mais viável para não deixar de realizar um ato de democracia tão importante para a sociedade brasileira.

O TSE ainda afirmou que o presente corte feito pelo governo de Dilma Rousseff impacta negativamente em outros projetos da Justiça Eleitoral. O pior da situação é que todo o processo licitatório para a aquisição de novas urnas já se encontra em andamento e a atual paralisação impactará de maneira irreversível e negativa junto ao TSE.

O ministro do STF - Superior Tribunal Federal - Ricardo Lewandowski, prometeu unir forças com o TSE a fim de fazer o possível para que as verbas sejam aprovadas e que as próximas eleições não sejam prejudicadas pelos cortes. A ideia é que as eleições continuem usufruindo do uso das urnas eletrônicas, pois elas são mais rápidas tanto para votar, quanto para apurar os votos, além de serem muito mais seguras do que um pedaço de papel.

Publicidade

Entretanto, na pior das hipóteses o eleitor já pode contar com o preenchimento manual do voto.

Voto impresso ainda é motivo de discussões

A fim de preservar o fundamento constitucional de que o voto é universal e secreto, a proposta legal de imprimir o voto do eleitor como um comprovante das eleições sofreu um veto, do qual foi derrubado nos últimos dias pela Câmara dos Deputados. A decisão terá validade para as próximas eleições presidenciais e visa ser um controle conferido ao eleitor após o voto, bem como servirá para uma eventual investigação de suposto resultado errado. Até as próximas eleições ainda há chances da medida ser vetada. #Eleições 2016