A noite de confraternização entre políticos acabou em confusão. Durante um jantar oferecido na casa do senador Eunício Guimarães, a Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, se desentendeu com o senador José Serra e jogou uma taça de vinho no rosto dele. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), também estava presente no encontro.

De acordo com a versão da ministra, ela estava em uma roda de pessoas presentes, tranquilamente conversando, quando José Serra chegou e resolveu se pronunciar. “Sem mais nem menos", o senador teria dito que corriam boatos deque a ministra era muito namoradeira. Renan Calheiros, que estava próximo, tentou amenizar a declaração e cortar o assunto.

Publicidade
Publicidade

O presidente do Senado contou ao senador que a ministra era casada.

Irritada com a declaração deselegante e sem sentido, Kátia Abreu falou que Serra é “arrogante, prepotente e descortês”. Completou falando que por essas características não favoráveis, o político nunca conseguirá ser presidente do Brasil. De acordo com "O Globo", Kátia ainda teria pedido respeito e dito que, diferentemente do senador Serra, ela nunca traiu. Para finalizar, jogou vinho na cara de Serra e mandou-o sair de lá.

A ministra contou que o problema entre os dois não teve nenhuma questão política envolvida, foi pessoal. Kátia é amiga de Dilma e a apoia, contra o impeachment, enquanto Serra é favorável ao processo.

Noite de muito diálogo

Além do “barraco” entre os políticos, a noite contou também com muito diálogo.

Publicidade

Kátia Abreu conversou muito com Temer, o vice-presidente. Falou também com Fernando Collor, que já sofreu impeachment que em 1992. 

De acordo com o site “Notícias ao Minuto”, Dilma teria conversado com Temer e pedido que ele não rompesse a relação com o PT. Surpreso com o apelo dramático, o político procurou outras pessoas para conversar sobre o tema.

O mesmo site afirma que Kátia Abreu acredita que Temer acha que já é o presidente e está deslumbrado. Porém, para Dilma, ele teria dito que está, no momento, preocupado com o próprio partido que está rachado ao meio. #Governo #Eleições #Eleições 2016