A presidente da República Dilma Rousseff pode perder uma das peças fundamentais do seu #Governo. De acordo com palavras do próprio Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ele pode deixar o Ministério. O especialista em economia sinalizou a parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores, o PT, que deve sair do cargo caso a meta do superavit primário não seja atingida. O objetivo de Levy é que o superavit fique em 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) produzido pelo Brasil em 2016.

Para o ministro, caso a base governista não consiga aprovar tal meta, sua posição passa a não ter mais sentido. A notícia aparece como uma bomba, já que existe a incerteza do próprio Ministério da Fazenda quanto a alguns detalhes da economia brasileira e de seu futuro.

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Não é a primeira vez que o aliado de Dilma ameaça sair do governo, o que demostra que a capacidade de diálogo da governante do país já é colocada em "xeque" pela oposição. 

Segundo fontes ouvidas pelo jornal 'Folha de São Paulo' em reportagem publicada nesta quinta-feira, 10, caso seja aprovado o que defende uma ala da base governista, que pretende zerar o superavit para 2016, o Brasil deve entrar em uma crise econômica ainda mais grave do que a atual, já que tende a perder o grau de investimento em agências que analisam os riscos de negócios internacionais. Lembrando que uma grande agência deste tipo já colocou o país no chamado grau especulativo.

Por questões contratuais, muitas empresas internacionais são obrigadas a interromper seus projetos de investimento quando mais de uma agência que avalia o risco do mercado passa um país para o grau especulativo.

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Levy acredita que caso isso realmente aconteça, 2016 será tão ruim quanto 2015. E pior, o atraso na recuperação da economia poderia atingir até o ano de 2017.

Tais sinais prejudicariam ainda mais a gestão da presidente #Dilma Rousseff, que além de ter que mostrar serviço, precisa preparar uma tese para se defender contra o processo de impeachment aceito por Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro.  #Impeachment