É só isso, não tem mais jeito. Mostrando descontentamento há meses, o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve mesmo deixar o governo da Presidente da República Dilma Rousseff. A sinalização foi feita na noite desta quinta-feira, 17, quando em tom de despedida, o gestor da economia brasileira disse que não estaria na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional, o CMN. O próximo encontro será em janeiro. De acordo com a 'Folha de São Paulo' em reportagem publicada nesta sexta-feira, 18, o governo agora já procura outro nome para a pasta. O mais cotado é Barroso. 

Reunião acaba com quase despedida de Levy

O Ministro terminou a reunião com os líderes da economia nacional desejando boas festas e dizendo que não se via mais a frente do cargo, segundo suas perspectivas, já para o início do próximo ano.

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Segundo os presente, a interpretação do discurso de Levy dá a entender que ele não está satisfeito com a política fiscal adotada por Dilma. O modo como disse isso foi praticamente uma oficialização de despedida do Ministério da Fazenda. 

Ministro não quer falar no assunto

A assessoria do Ministro disse que ele não poderia confirmar ou negar o que disse na reunião com a CMN. De acordo com a equipe de Levy, dar detalhes sobre o que aconteceu na reunião seria uma infração em seu cargo. A saída de Joaquim da pasta já é anunciada há bastante tempo, mas até então, as perspectivas indicavam que ele só seria substituído em janeiro. Rousseff já estaria negociando a saída do economista da pasta justamente para não causar turbulências na economia. A substituição de um Ministro em época de recesso é surpreendente. 

Embate por conta de meta fiscal 

De acordo com a 'Folha de São Paulo', #Dilma Rousseff tem esperanças de que a economia irá melhorar.

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Mas como Levy praticamente não aceitou a nova meta fiscal imposta pelo governo para o ano que vem, as relações entre ele e Dilma ficaram estremecidas. Ele teria disso que de Rousseff diminuísse a meta, sairia da pasta, agora parece que vai mesmo cumprir a promessa.  #Impeachment