Michel Temer, acusado recentemente por Ciro Gomes como o "capitão do golpe", se referindo ao eventual processo de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta, 9, que o "país vive uma normalidade democrática extraordinária", conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo.

Temer faz essa declaração em um contexto turbulento e conturbado pelo qual passa o país. Ontem, durante a votação da comissão especial para analisar o acolhimento do pedido de impeachment da presidente da República, os parlamentares trocaram ofensas pessoais, quebraram urnas de votação e chegaram às vias de fato com tapas, cabeçadas e empurrões.

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E tudo isso aconteceu na Câmara dos Deputados.

Após a conclusão da votação, onde a chapa alternativa se sagrou vitoriosa para compor a comissão do impeachment, a população brasileira pensou que, finalmente, algum ato da Câmara, presidida por Eduardo Cunha, seria levado adiante. Ledo engano. O Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Luiz Edson Fachin, deferiu pedido da base aliada e suspendeu a dita votação e todo o processo.

O vice-presidente da República fez essa declaração otimista, mesmo após o vazamento de uma carta escrita por ele e endereçada a Dilma, na qual, em tom de desabafo, acusa a presidente de nunca ter confiado nele ou em seu partido e que ele se considera peça decorativa no #Governo.

E não parou por aí. O PMDB, partido de Temer, demonstra a todo momento o quanto faz questão de se distanciar do governo, com alguns dos seus membros compondo a tal chapa alternativa, por não concordarem com as indicações do líder Leonardo Picciani, RJ, que, segundo os dissidentes, só indicou "amigos" do Planalto.

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E por conta disso, Picciani foi "demitido" do papel de líder do partido na Câmara e, em seu lugar, está assumindo Leonardo Quintão, de Minas Gerais. Ainda assim, apesar desse cenário de rompimento, quando questionado se o PMDB deixaria o governo, Michel Temer fez um sinal que não.

É público que Temer tem se encontrado com líderes e parlamentares da oposição, postura que desagrada o Planalto, mas para o vice-presidente da República Federativa do Brasil, o país vive em total normalidade democrática.