Conforme divulgado pelo portal G1, o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes, do PDT, acusou o vice-presidente da República, Michel Temer, do PMDB, de ser o "capitão do golpe" que culminou com o acolhimento do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também do PMDB.

A afirmação de Ciro Gomes aconteceu neste sábado, 5, durante um congresso de seu partido, em Belo Horizonte. Durante o encontro, Gomes criticou o governo da presidente Dilma, disse que a presidente sofre com problemas sérios de governança, respeitabilidade e de baixa popularidade. Segundo ele, o Brasil vive uma "tragédia", com troca "despudorada" de chantagens, às claras da sociedade.

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No entanto, apesar de reconhecer as dificuldades que enfrenta o país, Ciro Gomes não acha que o #Impeachment seja a solução. Para ele, o impedimento de um presidente é um remédio amargo, que só deve ser utilizado em uma situação extrema, quando há dolo no cometimento de crime de responsabilidade, ou seja, quando o descumprimento da lei foi praticado conscientemente, o que para ele, de fato, não ocorreu.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, falou à imprensa que seu partido vai votar contra o que ele também chamou de golpe. Lupi aproveitou o momento para anunciar a candidatura de Ciro Gomes, à presidência da República, em 2018.

Enquanto isso, a base governista cobra do vice-presidente Michel Temer um pronunciamento em defesa de Dilma, contra a abertura do processo do impeachment. No entanto, até o momento, Temer está, convenientemente, "recolhido".

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Nos bastidores do Planalto, comenta-se que os ministros do PMDB estão constrangidos com a tentativa dos governistas em forçar que eles saiam em defesa da presidente. Diante desse cenário, só resta a presidente Dilma dizer que "espera integral confiança" de seu vice.

O fato é que, em um eventual impedimento de #Dilma Rousseff, quem assumirá o comando do país será o "capitão" Michel Temer e Eduardo Cunha, será o segundo na linha sucessória, caso não venha a ser afastado por decoro parlamentar.