É possível resgatar a confiança do povo no #Governo de Dilma Rousseff e no Partido dos Trabalhadores (PT). Ao menos é dessa forma que alguns ministros do alto escalão da presidente avaliaram a onda de protestos deste domingo pelo país - extremamente enfraquecida se comparada a outras datas, como, por exemplo, o dia 16 de agosto.

Ainda que a cúpula presidencial tenha pregado a cautela em avaliar as manifestações, o sentimento de alívio era nítido. Segundo alguns ministros, como Edinho Silva, da Comunicação, o fato delas terem sido menos aderidas e não terem lotado as capitais como em datas anteriores abre um novo espaço: o governo poderá, sim, disputar a opinião pública e mostrar que não há base para o #Impeachment de Dilma.

Publicidade
Publicidade

Para sublinhar melhor a avaliação, foi utilizada a expressão "a sociedade ainda não abraçou o impeachment", ao mesmo tempo em que foi feita uma ressalva de que ela poderá vir a fazê-lo. O pedido de cassação de mandato da presidente da República foi aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda no início no mês de dezembro.

Tão logo foi montada entre os deputados a comissão para analisar a matéria, o ministro do STF, Luiz Fachin, suspendeu provisoriamente o processo, que está em análise no supremo - na quarta-feira, o órgão poderá definir o rito de impeachment.

Curiosamente, Cunha, no mesmo dia em que aceitou o pedido de impeachment, havia postado em seu Twitter uma mensagem em que dizia que ele "ouviu a voz das ruas". Neste domingo, no entanto, a mensagem já não estava mais em seu perfil.

Publicidade

#Manifestação