O Ministro da Fazenda Joaquim Levy, convocado pela Presidente #Dilma Rousseff para substituir Guido Mantega e garantir ao mercado que as medidas fiscais seriam implementadas durante o 2º mandato, é substituído por Nelson Barbosa. Após 11 meses no Governo, e sob muitas criticas, Levy já havia avisado a todos que iria pedir demissão caso a meta do ajuste fiscal fosse reduzida abaixo do patamar de 0,7% do PIB, e assim o fez no dia 18/12.

MERCADO

A reação do mercado, como esperado pelos economistas, foi de alta do dólar e queda da bolsa de valores. Os analistas acreditam que Barbosa tem um viés mais gastador, mais desenvolvimentista que Levy.

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E nesse momento de #Crise econômica a solução seria economizar até mesmo nos gastos sociais.

Segundo interlocutores do PT, a demissão de Levy também foi uma demanda dos movimentos sociais que criticavam a condução do ajuste em detrimento da garantia dos trabalhadores. Essa análise, entretanto, é considerada imediatista, já que a não realização do ajuste fiscal gera um ambiente maior de incertezas, inflação mais alta e aumento do câmbio, fatores que afetam e muito os trabalhadores, principalmente aqueles com menores salários.

NELSON BARBOSA

Nelson Barbosa, que assume a pasta, já foi Secretário executivo do Ministério da Fazenda, e já comandou outras Secretárias na Fazenda, como Acompanhamento Econômico e Política Econômica, assim como já trabalhou no BNDES. É professor da UFRJ e Doutor em Economia pela New School for Social Research, no Estados Unidos.

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O novo Ministro terá a difícil tarefa de realizar a renovação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a recriação da CPMF e as reformas da Previdência e do PIS/Cofins. A tarefa para 2016 não será simples, já que precisará de muita articulação política para realizar as aprovações necessárias para o ajuste fiscal.

ZELOTES

Infelizmente, o novo Ministro já iniciou o seu Ministério anunciando como novo secretário executivo um dos alvos da operação Zelotes, Dyogo Henrique Oliveira, que em outubro teve os seus sigilos bancários e fiscais quebrados pela Justiça Federal.

Além de Dyogo, também foram empossados: Otávio Ladeira de Medeiros (Secretario de Tesouro Nacional), Fabrício da Soller (Procurador Geral da Fazenda Nacional) e Manoel Pires para a Secretaria de Política Econômica.

Outra importante tarefa da equipe econômica atual é realizar o pagamento das pedaladas fiscais aos bancos públicos: Banco do Brasil, Caixa e BNDES. A proposta é parcelar a dívida em seis meses. #Finança