Não foi um um 15 de dezembro fácil para o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além de ser "acordado" pela Polícia Federal, em mais uma etapa da Operação '#Lava Jato', o deputado foi citado por seus inimigos políticos de Brasília.

No Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que vai lutar pela cassação de Cunha: "Esta luta não para aqui. Não temos que nos contentar com uma possível renúncia à presidência da Câmara, algo esperado aqui nos corredores do Congresso Nacional para a coletiva que Cunha convocou mais cedo. Ele tem que ser cassado por violar flagrantemente o decoro parlamentar e ser apenado por conta de seus crimes.

Publicidade
Publicidade

Não descansaremos jamais! O edifício do poder de Cunha começou a se derrubar. Fiquemos atentos e aumentemos a pressão popular, porque só assim o bandido vai cair!".

Em coletiva, na tarde de terça-feira, Cunha avisou que jamais pensou em pedir renúncia e que o PT é movido por "vingança". "Sou desafeto do governo. Fui escolhido para ser investigado. Nada mais natural que eles vão buscar o revanchismo", ilustrou o presidente da Câmara. Cunha disse ainda que achou estranho a operação ser feita no dia da votação do Conselho de Ética.

O colega de partido de Jean Wyllys, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), liderou o movimento que protocolou a carta aberta a todos os ministros do Supremo Tribunal Federal pedindo o afastamento cautelar de Cunha da presidência da Câmara. "Na missiva estarão elencados fatos que comprovam que o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), na função de presidente da Câmara dos Deputados, agride seguidamente a Constituição Federal, ferindo os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, basilares da administração pública", disse Alencar no Facebook.

Publicidade

Terça-feira quente

Como informou a EBC, no total, a polícia cumpriu 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), no Rio de Janeiro (14), Pará (6), em Pernambuco (4), Alagoas (2), no Ceará (2) e no Rio Grande do Norte (1), como parte da Operação 'Catilinárias', deflagrada ontem por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

A ação faz parte da Operação 'Lava Jato'. #Investigação Criminal