Nesta quarta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação 'Acrônimo', que chega em sua quarta fase. Esta operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e falta de cumprimento de contratos com o Governo Federal, desde 2005.

Existe uma suspeita que os recursos desviados foram destinados a campanhas eleitorais, entre elas, a do Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). 

Esta fase está acontecendo em São Paulo e no Distrito Federal e ocorre em sigilo determinado pelo ministro Herman Benjamin. A Polícia Federal disse que não irá se manifestar sobre o caso em cumprimento a decisão da justiça, que veda qualquer divulgação sobre o caso no período de 24 horas. 

De acordo com o blog de Matheus Leitão, esta operação contou com 35 polícias federais, e um dos mandados foi cumprido no Lago Sul, bairro considerado nobre da Capital Federal.

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O endereço localizado na QL 24 está ligado ao empresário Elan Gomes, que vem sendo investigado nesta operação por pagamentos que foram realizados a Benedito de Oliveira Neto.

Conhecido como Bené, Benedito é o dono da gráfica que prestou serviço para a campanha de Pimentel. 

A operação 'Acrônimo' teve seu início em maio deste ano quando a Polícia Federal buscava a origem de mais de R$ 110 mil reais que foram encontrados dentro de um avião no aeroporto de Brasília. Benedito de Oliveira Neto até chegou a ser preso na primeira fase da operação, mas foi liberado após o pagamento da fiança.

O apartamento do Governador de Minas Gerais e da mulher dele em Brasília também foi alvo de buscas na primeira fase da operação. Na época, Fernando Pimentel classificou o ato como um "equívoco".

Já em sua segunda etapa, a Polícia Federal prendeu um material em um escritório onde teria funcionado um Comitê de Pimentel durante sua campanha eleitoral.

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Em sua penúltima etapa, deflagrada em outubro, os agentes cumpriram 40 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e em Brasília.

Nesta fase, a residência do ex-ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, com atuação entre fevereiro e dezembro de 2014, Mauro Borges, que atualmente está ocupando o cargo de Diretor-Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), foi alvo de buscas. 

Segundo a PF, ainda existe muitas descobertas e revelações para serem feitas nesta Operação 'Acrônimo'.  #Corrupção #Investigação Criminal #Casos de polícia