Depois de ventos fortes e uma grave ameaça de temporal à sua janela, #Dilma Rousseff pode respirar aliviada e curtir a brisa que envolverá o seu final de ano. As boas notícias para a petista têm se repetido desde o último domingo. Naquele dia, as manifestações pelo Brasil pró-#Impeachment demonstraram menor adesão com relação aos protestos antigos. Na quarta-feira, em agitada sessão, o STF destituiu a comissão do impedimento montada pelos deputados e instituiu que os líderes de cada bancada deverão nomear o grupo, o que deu mais tempo à presidente.

Agora, em pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesse sábado (19), Dilma Rousseff apresentou um sensível crescimento em termos de popularidade.

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Na prática, ela ganhou dois pontos percentuais na avaliação "bom ou ótimo". Os recentes números apontam uma aprovação de 12%, enquanto na pesquisa feita em novembro apenas 10% dos entrevistados aprovavam o #Governo.

Por consequência, a porcentagem dos brasileiros que consideram o governo ruim ou péssimo e o reprovam diminuiu. No momento, 65% dos entrevistados reprovam a gestão de Dilma Rousseff à frente da presidência da República. Em novembro, 67% estavam contra Dilma. Nos demais itens, 22% entendem que o governo é regular e 1% não sabe.

Entre os dias 16 e 17 de dezembro, a equipe do Datafolha ouviu ao todo 2.810 pessoas em 172 municípios espalhados por todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, tanto para mais como para menos. Para efeito de comparação, o pior índice de reprovação já atingido por Dilma Rousseff foi no mês de agosto, quando 71% dos brasileiros consideravam o seu governo ruim ou péssimo.

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Com os atuais 65%, a reprovação repete o patamar de junho.

60% querem o impeachment

Na mesma pesquisa, o Datafolha perguntou aos entrevistados se eles eram favoráveis ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e o seu posterior afastamento do cargo. Para que o processo vá até o Senado, a votação na Câmara obrigatoriamente terá de ter dois terços de votos favoráveis do total de 513 deputados. Os resultados apresentados indicaram que 60% querem o impedimento, 34% não, 3% indiferente e 3% não sabem.

Dilma deveria renunciar? Algo pouco debatido e de ínfima probabilidade também foi proposto pelo Datafolha, que quis saber se os brasileiros entendem que a presidente deveria ela própria propor o seu afastamento. Sobre isso, 56% apoiaram, 41% negaram e 4% não sabem.

Quanto ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a reprovação e a falta de popularidade foram evidenciadas pela pesquisa feita. Ao serem questionados sobre uma possível cassação do mandato dos deputado, 82% dos brasileiros mostraram-se favoráveis, 8% contrários, 2% indiferentes e 7% não sabem.

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Na última semana, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em três imóveis do peemedebista, em mais um desmembramento da Operação Lava Jato. Por outro lado, a Comissão de Ética da Câmara votou favorável ao parecer que pedia a continuidade das investigações sobre Cunha.