O empreiteiro Ricardo Pessoa,voltou a afirmar que teria conversado com o atual ministro da comunicação social, Edinho Silva, sobre os atuais recursos da campanha eleitoral da Presidente Dilma Roussef, em 2014. Segundo ele, o assunto tratava-se do esquema de pagamento de propinas para a liberação de obras na Petrobras, o que continuou durante do segundo mandato da presidente.

Na tarde de quinta-feira (3), o STJ (Superior Tribunal Federal de Justiça) divulgou para a imprensa o depoimento prestado por Pessoa na delação premiada e homologado pelo ministro do STF, Teori Zavascki. Segundo o ministro, o réu já prestou em torno de 30 depoimentos até agora.

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Como os depoimentos estavam sob segredo de justiça, somente agora foram revelados para a imprensa em geral.

No depoimento, prestado em maio deste ano, Pessoa contou que manteve cerca de quatro encontros pessoais com Edinho Silva. O primeiro encontro ocorreu em um período da campanha eleitoral de Dilma em 2014. Os outros dois teriam ocorrido no comitê central do partido, em Brasília e o último foi em São Paulo, na sede da UTC.

Pessoa disse que esses encontros teriam sido agendados pelo ex-tesoureiro nacional do #PT, João Vacari Neto. A princípio, a pauta da reunião previa apenas uma conversa direta com o comitê de campanha da presidente sobre um possível financiamento de campanha. Foi aí que o então tesoureiro do PT pediu 10 milhões para Pessoa, além de uma conta em conjunta com o empresário.

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Pessoa conta que agiu de maneira contrária, alegando que isso era muito dinheiro. Ao fim da reunião, o próprio afirma ter sido persuadido de forma bastante elegante por Edinho Silv,a o qual teria lhe dito. '' Você tem obras em andamento na Petrobras e não pode somente contribuir com isso, tem que contribuir com mais. Eu estou precisando mais, se o senhor quiser continuar com suas obras na Petrobras seria bom se colaborasse''.

Vendo-se pressionado por Edinho, que na época ocupava o cargo de tesoureiro de campanha da presidente, Pessoa conta que resolveu fazer as doações para não perder as obras da empreiteira na Petrobras. O empresário afirma que os valores doados para campanha foram acertados em R$ 10 milhões, mas segundo ele apenas 7,5 milhões foram pagos; o restante não foi depositado por que o empresário havia sido preso pela Operação #Lava Jato em Novembro de 2014.

Em nota ao jornal Estado de São Paulo, a coordenadoria jurídica da campanha da presidente Dilma Rouseff afirma que não irá se manifestar, uma vez de que não teve acesso a íntegra do depoimento. Destacando também de que Pessoa, teria afirmado em depoimento a CPI da Petrobras de que estas doações não faziam parte de propina. Procurado na noite da última sexta-feira (4), Edinho Silva não foi encontrado para comentar as acusações. #Corrupção