Hoje, 15, a Polícia Federal esteve na residência do Presidente da Câmara em Brasília, Eduardo Cunha, para cumprir mandado e recolher documentos e também aparelhos telefônicos. Além dele, mais 53 mandados de busca e apreensão de bens e documentos estão sendo cumpridos em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Maranhão. 

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, autorizou uma operação da Polícia Federal que envolve políticos, empresários, ministros, dirigentes partidários e lobistas. O objetivo é capturar documentos, arquivos e bens que poderiam ser destruídos pelos investigados e que poderiam comprometer as investigações em curso.

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A ação dos policiais federais começaram na madrugada de hoje, às 05:00 da manhã, e se estendem até o momento em vários estados brasileiros. Em imagens divulgadas pela imprensa, malotes com documentos estão chegando as delegacias e departamentos da Polícia Federal, que serão analisados e encaminhados para serem incluídos nas investigações da Operação Lava-Jato.

Segundo o site G1, os investigadores estão em busca de dados e informações sobre 17 suspeitos, entre políticos, empresários e outras pessoas, confira os nomes:

Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara e ministro do Turismo, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal, Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro de Ciência e Tecnologia, José Wanderley Neto (PMDB), ex-governador de Alagoas, Nelson Bornier (PMDB-RJ), prefeito de Nova Iguaçu e ex-deputado, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro indicado pelo PMDB, Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal, e Alexandre Santos (PMDB-RJ), ex-deputado.

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Além destes citados, outros políticos também são alvos de investigação.

Os outros suspeitos são a chefe de gabinete Denise Santos e Djalma Rodrigues de Souza, Altair Alves dos Santos e Lúcio Funaro, que possuem ligação com #Eduardo Cunha ou que receberam valores repassados ao político ou para partidos.

IMPACTO POLÍTICO

O PSOL reagiu e diz que a presença da polícia na residência oficial do representante da casa legislativa federal é uma grave desmoralização e que o presidente deve se afastar imediatamente do cargo maior na Câmara dos Deputados.

E na audiência que decidiria a continuidade do processo de quebra de decoro de Eduardo Cunha, os membros do Conselho de Ética da Câmara votaram pelo andamento do processo que pode cassar o mandado do deputado federal.

A operação deflagrada foi nomeada como Catilinárias, mencionando o senador romano Cícero, senador que planejava derrubar o governo republicano. #Lava Jato #Casos de polícia