Nos últimos dias, #Eduardo Cunha havia subido o tom contra o governo. Os principais jornais do país, como a Folha de S. Paulo, noticiaram que Eduardo Cunha ameaçava abrir o processo de impeachment caso o PT não ajudasse a enterrar a sua possível cassação no Conselho de Ética. E foi o que aconteceu. Rui Falcão acabou pedindo aos três integrantes do PT do Conselho de Ética para não "acabar com a imagem do partido" defendendo o presidente da Câmara. Entretanto, Cunha diz que o fato dele ter aceitado abrir o processo de #Impeachment não tem ligação com o acontecimento anterior.

Hoje (02), Cunha informou que autorizou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Publicidade
Publicidade

O pedido acolhido foi o do jurista Hélio Bicudo. Havia sete pedidos aguardando um parecer de Cunha, e ele aceitou o de Bicudo, que era não apenas do PT, como um de seus fundadores, e Miguel Reale Júnior.

O pedido feito por Bicudo falava das "pedaladas fiscais" que o governo Dilma fez em 2015. Ou seja, as práticas de atrasar os repasses a bancos públicos para cumprir as metas fiscais.

O anúncio de Cunha foi feito para a imprensa em entrevista coletiva na Câmara. Ele falou sobre "o pedido mais comentado" pela imprensa, se referindo ao de Bicudo, afirmando que acolheu a denúncia. Também hoje, a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara votou contra Cunha, para continuar o seu processo de cassação. Após isso acontecer, o presidente da Câmara começou a consultar seus aliados sobre a chance de abrir o processo de impeachment.

Publicidade

De acordo com o G1, o presidente da Câmara teria conversado com deputados do PMDB, SD, DEM, PP, PR e PSC para saber se os partidos o apoiariam caso o impeachment fosse autorizado. Também nos bastidores, os seus aliados comentavam com o Palácio do Planalto que o impeachment seria deflagrado se Conselho de Ética desse seguimento ao processo que pode terminar em sua cassação.

Eduardo Cunha também afirmou que autorizou que uma comissão especial fosse criada para analisar o processo de impeachment. De acordo com ele, a decisão foi feita com muita reflexão e dificuldade, sem falar com ninguém do Planalto. #Dilma Rousseff