Uma notícia deixou o Palácio do Planalto um pouco mais feliz nesse fim de ano conturbado para a política brasileira. Depois que o Presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, aceitou um pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, a base aliada e a oposição travaram verdadeiros momentos de guerra. O caso agora é analisado pelo Supremo Tribunal Federal, o STF, que suspendeu até o dia 16 o rito do #Impeachment. No entanto, mesmo que a entidade diga que a abertura das investigações da Presidente da República é legítima, o Senado pode atrapalhar os planos de Eduardo Cunha.

Isso porque nesta sexta-feira, 11, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pertencente a mesma legenda do vice Temer, encaminhou um ofício ao STF.

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Nele, Calheiros disse que o Senado pode simplesmente arquivar o impeachment, caso a Câmara dos Deputados concorde em abrir o processo de investigação contra a Presidente da República. Renan anexou seu ofício junto ao pedido do PCdoB, que solicitou ao órgão máximo da justiça que definisse claramente o rito de andamento do processo de "impedimento", alegando que Cunha estava aproveitando de sua função para tentar ditar a lei. 

No ofício de Calheiros, ele lembra que a Constituição da República de 1988 mudou as competências das casas parlamentares da política brasileira e que cabe apenas ao Senado o poder de processar ou não a Presidente da república. O objetivo do senador, segundo o documento, é esclarecer que a atitude do STF não vincula ou exclui o poder do Senado. Com isso, caso Renan não arquive o impeachment, #Dilma Rousseff teria que prestar explicações na casa onde Calheiros preside e não na Câmara dos Deputados, como foi anunciado anteriormente.

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A defesa de Dilma precisa ser imediata à formulação oficial do documento com as acusações que levaram a investigação por falhas em seu governo. 

Também nesta sexta-feira, Dilma pediu ao Supremo Tribunal Federal que anulasse o acolhimento de seu processo de "impedimento" recebido por Cunha.