Sobre a programação do fim de ano em Brasília, está mantido o recesso parlamentar por determinação constitucional. O cumprimento da requisição de #Impeachment da presidenta #Dilma Rousseff, acatado por Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RJ), erigiu uma intensa alteração no Congresso Nacional com relação a velocidade com que o procedimento deverá ocorrer.

Os deputados governistas e oposicionistas travaram uma peleja a favor e contra a interdição dos trabalhos do Legislativo no final de dezembro e no mês de janeiro de 2016. A oposição inicialmente chegou a escudar que o regime de impeachment ocorresse da forma mais rápida possível, incluindo o cancelamento do intervalo parlamentar.

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Depois, entretanto, a interpretação dos oposicionistas alterou.

Se comparado ao impeachment de Fernando Collor, a situação é diferente do possível impeachment de Dilma Rousseff. Os movimentos que destituíram Collor do poder começaram nas ruas, com manifestações, e depois chegaram ao Congresso. Quanto ao processo de impeachment de Dilma, começou no Congresso, tendo agora a oportunidade e tempo, devido ao recesso, de chegar às ruas, com os movimentos populares contra a presidenta do país.

Alguns tucanos nas redes sociais afirmam que este intervalo parlamentar é um momento perfeito para juntar o povo a promover manifestações contra o #Governo, afim de concretizar o processo de impeachment da presidenta, pois, caso a solução seja deixada nas mãos do mundo político, e seus instrumentos de compra de votos, o governo talvez consiga que o impeachment não prospere.

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No último dia 8 de dezembro, houve votação secreta por parte dos deputados, e com 272 votos, contra 199, os deputados de oposição e a base aliada elegeram uma chapa a favor da abertura do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, contudo, o ministro Luiz Fachin, do STF, no mesmo dia ao da votação secreta, cancelou a eleição, devido a protocolação feita pelo PCdoB.

Em nota, no site Elpaís, o ex-diretor do Banco Central, na época em que Fernando Henrique Cardoso era presidente, Gustavo Franco, diz: "O impeachment teria a potencialidade de melhorar muito as coisas, e os mercados reagiriam muito bem. Porém, se não passar, e ficarmos emperrados com a Presidenta nos próximos três anos, então isso sim seria uma calamidade econômica”.