Depois de muito debate e jogo de cena sobre a abertura do processo de impeachment da presidente #Dilma Rousseff (#PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), resolveu acatar o pedido do jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, na noite da última quarta-feira (2).

Logo após o anúncio feito por Cunha, as mais diversas personalidades brasileiras do mundo da política resolveram se expressar sobre o caso, seja por meio de redes sociais ou entrevistas com jornalistas.

Leia o que foi dito pelas autoridades brasileiras:

“Todos conhecem meus defeitos. Sabem que não sou ladra” – Dilma Rousseff a assessores antes do pronunciamento oficial.

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“Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público” – Dilma Rousseff durante pronunciamento.

“[Ela] Afirma que não cometeu crime, mas cometeu sim, um de responsabilidade. Houve crime e tem que pagar por ele” - Aécio Neves, senador e presidente nacional do PSDB, candidato derrotado no último pleito presidencial.

“Não é prudente antecipar qualquer posição” – Renan Calheiros, presidente do Senado.

“Caiu a máscara. Agora é ele e ela. Vai ser uma briga à luz do dia” - Jacques Wagner, ministro da Casa Civil.

“Golpistas não passarão” –Rui Falcão, presidente nacional do PT.

"Não há fato determinado nenhum, a não ser mera disputa política da oposição" – José Guimarães, líder do governo na Câmara.

"Vamos fazer tudo que for necessário para explicar isso" – Sibá Machado, líder do PT na Câmara.

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“O Rui Falcão contribuiu para isso em nome da ética. Mas é ético cassar uma presidente ética?” – Zé Geraldo, deputado do PT que faz parte do Conselho de Ética da Câmara.

“A presidente Dilma não cometeu qualquer tipo de crime, não roubou, não abriu conta na Suíça. Não cometeu nenhuma atividade ilícita” – Humberto Costa, líder do PT no Senado.

“Motivações de Cunha não tornam mais fraco impeachment” – Hélio Bicudo, jurista responsável pelo pedido acatado por Cunha.

“Não tem que ficar com preocupação se ele [Cunha] tinha interesse, se não tinha interesse. Ele tem legitimidade, ele é o presidente da Câmara” - Janaína Paschoal, advogada também autora do pedido acatado.

"Impeachment é um mecanismo regular do sistema presidencialista, mas é traumático. Pode trazer consequências que não temos condições de avaliar hoje” – Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF.

"A aceitação do processo de impeachment por #Eduardo Cunha é mais uma demonstração da deterioração da política brasileira”, Luiz Araújo, presidente nacional do PSOL.

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“ Não há muito a se esperar de uma personalidade que não hesita em mentir, chantagear, ameaçar, ocultar, usar o cargo em benefício próprio e tomar o Executivo, o Legislativo e a República toda de reféns para salvar sua própria pele. O que Eduardo Cunha fez no dia de hoje chama-se chantagem”- Jean Wyllys, deputado pelo PSOL.

“Impeachment nascido da chantagem de Cunha não terá apoio do PSOL”, Luciana Genro, candidata derrotada a presidência da república pelo PSOL.