O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD), afirmou ao jornal O Globo, nesta sexta (4), que a câmara adiará o recesso para analisar o impeachement de Dilma Rousseff, em uma comissão especial. A comissão também analisa o processo de cassação, contra o Presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB).

Em entrevista para o jornal ,O Globo Araújo diz, ''Não tem nenhum sentido a gente analisar o impeachment e o Conselho de Ética ficar parado. O que não pode acontecer é uma coisa andar e a outra ficar ''estacionada''. Isso é um caso de interesse nacional'' diz Araújo. Por causa disso, o resultado do processo contra Eduardo Cunha, por quebra do decoro parlamentar deverá sair somente em abril de 2016.

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Mesmo com a imagem desgastada pela Operação Lava Jato, Araújo, diz que o presidente da Câmara, tem-se mostrado forte no cargo e tenta atrapalhar os trabalhos do Conselho de Ética. Nesta semana o deputado peemedebista conseguiu uma liminar para adiar a votação do parecer que sugere a abertura de uma investigação sobre suas contas na Suíça.

No decorrer da sessão, aliados do deputado questionaram uma série de questões de ordem, o que acabou atrasando ainda mais a votação. Também no dia da votação, a sala ficou superlotada, onde diversos parlamentares que nem sequer fazem parte da comissão de ética, inscreveram-se para falar do processo. Foi então que Araújo pediu para o presidente da Câmara um espaço maior para próxima sessão.

''Caso a leitura de um simples processo causou esse transtorno, imaginem a pauta para a votação do relatório final'' Argumentou Araújo apreensivo com o caso.

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De acordo com informações do portal de notícias G1, Araújo e demais membros do conselho de Ética decidiram relatar à Procuradoria Geral da União as manobras do deputado Eduardo Cunha e seus aliados para tentarem atrapalhar o processo de cassação.

Agora o processo de votação do relatório preliminar ficará para a próxima semana. Caso Cunha e seus aliados não tentem novas manobras o processo deverá sair da pauta. #Corrupção #Crise no Brasil #Congresso Nacional