Quem achou que 2015 ia embora sem fechar a porta com chave de ouro, se enganou. A revista política trouxe neste mês uma provocação pra lá de escrachada: caricaturas de Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República, dando um beijão no deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB).

Beijo fatal promete dar o que falar

Ainda na imagem, o presidnete da Cãmara cola um adesivo nas costas de Temer: "Fora Dilma". O adesivo faz alusão à Campanha dos anos 1990, o "Fora Collor", que pedia o impeachment do ex-presidente, acusado de diversos crimes. Cunha quer a saída de Dilma Rouseff (#PT) do poder, postura evidente após o acatamento do pedido de abertura de processo de impeachment pelo parlamentar no último mês.

Publicidade
Publicidade

Quem fez a ilustração foi a artista russa Nadia Khuzina, radicada no estado norte-americano da Califórnia.

A manchete da revista é "Gente Barata - Rafael Cariello faz o perfil de Nathaniel Leff, o economista que interpretou a desigualdade no Brasil".

Atualmente, Nadia é dona de um blog de charges voltadas para o mundo da política e colaboradora da revista Piauí, uma das mais conhecidas da área. O jornal Estado de S. Paulo chegou a entrevistá-la. A desenhista falou que a inspiração para a capa foi o grafite 'Meu Deus, Me Ajude a Sobreviver a esse Amor Fatal'. A pintura fica situada no Muro de Berlim, na Alemanha e foi feita pelo também russo Dmitri Vubrel.

Cumprimento comunista

Na versão original, Vubrel capturou o amor fraternal entre um líder soviético, Leonid Brejnev e Erich Honecker, que era presidente da Alemanha Ocidental na época.

Publicidade

O gesto era muito comum e, diferente do Brasil, não era encarado como apelo sexual. A imagem foi registrada oficialmente em comemoração aos 30 anos da Alemanha Oriental, no ano de 1979.

Eleitores debocham da capa

Como a internet não perdoa, algumas pessoas já se manifestaram a respeito da imagem que circulará por todo o mundo nesta semana ainda. Pedro Andrade associou a imagem à aproximação dos políticos.

"No Brasil é sempre assim: um jogo de interesses. Não tem essa de partido ou não-partido. Se faz o que é mais vantajoso pro seu próprio bolso", protestou. #Dilma Rousseff #Reforma política