O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, conseguiu fortes provas que indicam que o vice-presidente, #Michel Temer (PMDB) está envolvido com esquema de recebimento de propinas de empresas, que possuem ligação direta com o escândalo de desvio de dinheiro da #Petrobras. A suspeita serviu de base para que fosse pedida, junto ao STF, a operação de busca, feita nesta terça-feira (15), em residências de alguns políticos que possuem ligação com o governo, inclusive na casa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara.

O pedido ao STF

O pedido feito pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrou a operação CatilInárias, executada pela Polícia Federal.

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O ministro do STF, Teori Zavascki, baseou-se nas informações repassadas pela Procuradoria, a respeito do recebimento de valores por Michel Temer do empresário Léo Pinheiro, da construtora OAS. Léo é um dos empresários que foram condenados pela operação Lava Jato. O celular dele foi apreendido em 2014 e foi possível, graças ao teor das conversas apuradas, desvendar o esquema de dinheiro supostamente fraudulento.

A participação de Eduardo Cunha

Os detalhes da operação deflagrada pela PF correm em segredo de justiça, entretanto, pelas informações divulgadas até presente momento, pelo jornal Folha de São Paulo, mostram que Eduardo Cunha serviu como uma espécie de intermediário para que o repasse fosse concretizado. Além disto, ele parece desempenhar o papel de um representante dos interesses da construtora OAS, junto ao governo e aos órgãos estatais como bancos públicos e fundos pensionistas.

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Cunha reclama do repasse de dinheiro a Temer com empresário e revela a existência da sua 'Turma'

Alguns trechos das conversas do celular do empresário com Cunha foram revelados, além de uma sequência de mensagens, via WhatsApp. Nas conversas, Cunha reclama com Léo Pinheiro, o fato do repasse a Temer ter sido feito de forma integral. Ele explicou que o pagamento feito ao vice-presidente prejudicou o repasse de dinheiro a outros parlamentares que fazem parte da 'turma'.

Provavelmente, são outros políticos envolvidos com o esquema de recebimento de propinas. Alguns nomes não foram revelados pela Justiça. Mas sabe-se que fazem parte dela o atual ministro do Turismo Henrique Alves e o ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima, da Bahia.

O vice-presidente se defende

Michel Temer se defende das acusações. Ele afirma que o dinheiro recebido da OAS refere-se à doações feitas ao seu partido, PMDB, pela empreiteira. Temer afirma que a doação foi feita dentro de toda legalidade, inclusive, o montante foi declarado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2014, por ocasião da prestação de contas do seu partido.

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Ainda conforme explicação de sua assessoria de imprensa, as doações foram feitas através de parcelas, num total de cinco, entre os meses de maio a setembro de 2014. O valor doado, cerca de 5,2 milhões de reais, coincide com o que está em investigação pela PGR e citado pelo STF.

Os acusados de participarem do esquema de Eduardo Cunha não querem se manifestar sobre o caso. Do mesmo modo, a Procuradoria Geral da República, na pessoa do seu representante, o procurador Rodrigo Janot, não quiseram dar mais detalhes sobre o processo de investigação, que corre em segredo absoluto de Justiça. #Corrupção