Notícias têm circulado nas redes sociais afirmando que o deputado Federal Tiririca assumiria a presidência do Brasil no caso de #Impeachment de #Dilma Rousseff.

A cada fato relevante com boa repercussão na internet surge alguma teoria surreal,  que começa a circular logo nos primeiros momentos da notícia e que causa confusão na mente dos leitores, como esta notícia em especial, de que "Tiririca poderá ser nomeado Presidente da República."

Veja a teoria: Com o impeachment de Dilma, Temer não poderia assumir o cargo em razão de supostas investigações a que responde e Eduardo Cunha e Renan Calheiros também estariam fora, em decorrência da Operação Lava-Jato, e assim, pela regra, assumiria interinamente o Presidente do Supremo que convocaria novas eleições.

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Mas, entremeio, assumiria a Presidência da República o deputado federal mais votado, no caso o deputado Celso Russomano, que também estaria impedido devido a uma condenação - portanto, veríamos Tiririca subindo a rampa do planalto.

Certo? NÃO! Isso não tem sentido algum. Veja o que realmente acontecerá em caso de impeachment.

Na linha da sucessão presidencial, conforme a Carta Máxima, pela ordem teríamos:

O Vice-presidente Michel Temer, o Presidente da Câmara dos Deputados, e o Presidente do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, e só!

1 - Primeiramente Michel Temer não responde a nenhum processo, que o inviabilize de assumir a Presidência.

2 - Eduardo Cunha, enquanto Presidente da Câmara, também poderia ser empossado, em caso de Temer ser impedido por alguma razão.

3 - Ainda que Cunha fosse cassado, pela lei a Câmara dos Deputados não poderia permanecer sem um Presidente, e elegendo-se outro, este entraria na linha sucessória.

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4 - Vale a mesma regra para Renan Calheiros, caso sofra alguma condenação que leve a sua cassação: O Senado Federal teria que eleger outro presidente, preenchendo a linha sucessória.

Em simples palavras, a sucessão e institucional, são os "cargos" (e lógico quem os ocupa) que detêm o direito de sucessão.

E mesmo que um cataclismo se abatesse sobre Brasília e o Parlamento resolvesse deixar de eleger presidentes, não assumiria o deputado mais votado, e sim o Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Esclarecida a questão e a exemplo de um disparate destes, cabe-nos refletir mais sobre: se a informação que soa mais absurda e sensacionalista é a que deve ser compartilhada e postada nas redes sociais. #Congresso Nacional