Foi iniciada hoje sessão para escolher os integrantes da comissão do impeachment. Esta comissão irá decidir sobre a continuação ou arquivamento do impeachment de Dilma Rousseff. Eduardo cunha iniciou a sessão e informou que a votação para escolher os integrantes seria secreta, revoltando alguns dos políticos presentes.

Antes da votação começar, parlamentares da oposição e governistas entraram em conflito. Durante a tarde, deputados que apoiam o governo Dilma chegaram a quebrar duas das urnas do local para evitar a votação. Para garantir a "liberdade de votação", Eduardo Cunha chamou os seguranças da Casa. Cunha disse que a eleição acontecerá sem pronunciamentos.

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A base do apoio do governo Dilma solicitou questão de ordem. Entretanto, Eduardo Cunha respondeu que não se tratava de questão de ordem, mas sim de uma reclamação do deputado petista Paulo Teixeira. A deputada Jandira Feghali, do PC do B, ganhou a palavra em seguida, e também pediu questão de ordem e votação aberta, afirmando que isso é inconstitucional. O presidente da Câmara disse que responderia Jandira por escrito.

O também deputado petista Wadih Damous engrossou o coro dos políticos anteriores e afirmou que a constituição brasileira estabelece votação secreta apenas em casos excepcionais. Ele também afirmou que Cunha estaria "inovando" e "dando golpe" na Casa, e que os deputados pró-governo não permitiriam isso. Mais uma vez, Cunha não acatou a solicitação.

Após a confusão, Eduardo Cunha informou os nomes dos integrantes de ambas as chapas.

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A chapa do governo Dilma tem oito deputados a mais do que a chapa da oposição para disputar pela composição da comissão do #Impeachment. O grupo que apoia o governo inscreveu 49 deputados de 20 partidos diferentes, enquanto o grupo que apoia o impeachment inscreveu 39 deputados de 13 partidos.

Marco Feliciano e Eduardo Bolsonaro saíram do grupo pró-governo - os dois apareciam em ambos os grupos. No final, o grupo governista acabou com 47 deputados e a chapa a favor do impeachment, com 39. #PT #Dilma Rousseff