De acordo com informações divulgadas hoje, dia 16, pelo site Valor Econômico, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já definiu a sua saída do #Governo, em reunião com Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, ficou acertado que o ministro deixará o ministério de forma pacífica, até que a presidente possa encontrar um sucessor. Dilma pediu também que a saída do ministro seja feita quando o cenário político estiver em uma configuração bem mais definida.

O temor do governo é que a demissão do ministro agora possa trazer mais turbulência ao panorama brasileiro, já tão agitado com a crise política em curso.

O que condicionou a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda

Segundo o site, a saída de Joaquim Levy começou a ser cogitada a partir das discussões sobre as metas de crescimento que o Brasil deveria alcançar para o ano que vem.

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A política econômica defendida pelo ministro, que começou a ser implantada após a sua ida para o ministério, sempre foi ponto de divergência dentro do próprio governo. 

Segundo as informações divulgadas, Levy havia estabelecido uma meta de crescimento do PIB nacional em torno de 0,7%(superávit). Ele havia condicionado sua permanência na pasta ao alcance desta meta.

O ministro continuava a trabalhar em seu gabinete, em reuniões com parlamentares, na tentativa de convencê-los a votar medidas que possam levar a um aumento de arrecadação para o governo. Muitas destas propostas já aguardam a análise dos parlamentares, há mais de dois meses, no Congresso.

A reação de Dilma e dos parlamentares

Dilma Rousseff, de acordo com informações do site, não se pronunciara ainda sobre a decisão do ministro Levy.

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Os parlamentares apostam que, com a saída do mesmo, a condução econômica do país se dará sob a ótica de uma política econômica bem mais amena que a defendida pelo ministro.

Embora o Palácio do Planalto não tenha confirmado, já se cogita trabalhar num cenário onde haverá uma redução da meta do PIB em 2016. O patamar seria reduzido de 0,7 para 0,5%.

As críticas de Joaquim Levy

O ministro da Fazenda, ao tomar conhecimento da proposta do governo de redução da meta do PIB, teceu severas críticas ao mesmo. Ele considerou impróprio tal argumento. Joaquim Levy criticou também a proposta do relator do orçamento, o deputado Ricardo Barros(PP-PR), ao propor o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, para se alcançar a meta proposta de 0,7%.

De acordo com Levy, meta fiscal e programas sociais como o Bolsa Família são coisas distintas. O ministro declarou que "não adianta se esconder atrás do  Bolsa Família para não colocar em prática as medidas necessárias para o país recuperar a sua austeridade econômica, que é a estabilidade e a tranquilidade econômica das famílias, assim como a manutenção dos empregos". #PT #Crise