O ano de 2016 começou com muito silêncio, em comparação com os barulhos do ano anterior. Barulhos esses que ecoavam pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, da saída do Eduardo Cunha da câmara e da #Crise política e econômica no geral.

Mas, de acordo com pesquisas de especialistas, o cenário da política no Brasil desse ano de 2016 tem apenas uma convicção: a crise política que ameaça os mandatos da presidência e da câmara.

A avaliação de estudiosos a respeito das expectativas de 2016 sobre a crise política no Brasil, diz que as possibilidades resultantes dela são grandes. Marcos Nobre, um filósofo e cientista social da Unicamp, em entrevista à Exame, afirma que não há uma previsão clara e objetiva de quando e onde essa crise política vai parar, se todo esse processo se converter em institucionalismo, por exemplo.

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O resultado disso seria apenas uma política diferenciada ou até consequências piores. Ele ainda ressalta que os anos de 2017 e 2018 estarão mais avançados para comportar a nossa política.

Nobre, que também é professor da Unicamp, diz ainda que o Brasil terá mais dois anos de crise definitiva, com instabilidade longa, e que durante o ano de 2016 os pactos na política serão todos provisórios. Para ele,  é necessário transformar a cultura política do país, fazendo tudo diferente do que foi feito até agora.

Conforme o cientista, a crise política pode trazer ganhos para o partido opositor, e, pelo fato do PT estar supostamente envolvido em escândalos, a chance do partido ganhar novamente nas eleições de 2018 é zero. Não há indícios também de que alguém do PT se candidate nas eleições para prefeito em 2016.

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Em relação às instituições, Marcus Mello,  professor de ciências políticas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), diz que houve um fortalecimento da democracia. As instituições de controle estão em bom funcionamento, e grandes figuras estarão na casa trabalhando pela situação do Brasil.

Já para para a professora de ciências políticas da USP,  Maria Hermínia Tavares de Almeida, a crise política dificulta a resolução da crise econômica, mas, por as instituições estarem funcionando normalmente, os atores políticos estarão atuando dentro das regras dessas instituições.

Por fim, conclui-se, por parte destes estudiosos, que o Congresso está cada vez mais afastado da sociedade. Se o impeachment realmente acontecer, a situação poderá ficar fora de controle e complicar muito, pois haverá conflitos, principalmente nas ruas. #Reforma política #Crise no Brasil