A presidente da República Dilma Rousseff, anunciou no último dia do ano 2015 um aumento no tributo de alguns produtos, entre eles celulares,tablets, notebooks e bebidas alcóolicas. A medida provisória 690, publicada no Diário Oficial da União em 31 de dezembro, já havia sido aprovada no mesmo mês pelo Congresso.

Em meio à crise financeira que o país vem enfrentando, o governo afirma que essa será uma boa chance para aumentar a arrecadação, que pode ultrapassar uma receita de 7 bilhões de reais em 2016.

A mudança ocorre no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O cálculo antes era feito em cima de quantidade, ou seja, quanto maior produção, maior imposto.

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Agora, o imposto será calculado sobre o valor do produto. Um exemplo é o vinho. Cada garrafa de vinho produzida no Brasil tinha um imposto em média de R$0,73 por unidade. Com a mudança na cobrança, o IPI que será de 10%, em uma garrafa que custa em média R$100, pagará em torno de R$10 reais de imposto no fabricante, o que ocasionará aumento para o consumidor final.

Um recém comparativo feito pelo site TecMundo em julho desse ano, mostrou que mesmo antes do aumento do imposto, os smartphones comercializados no Brasil são muito mais caros se comparados ao preço americano. Mesmo com a alta do dólar, o preço praticado aqui no Brasil chega a ser 30% mais caro que nos EUA.

Um exemplo é o Iphone 6 de 64 GB. Nos EUA, o aparelho é comercializado por US$749 dólares. Usando o valor de R$4 reais por dólar, o aparelho custa R$2996 em território americano.

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No Brasil, o mesmo aparelho antes do aumento era comercializado por R$3899. Com o aumento do imposto, hoje o produto custaria em média de R$4288. Na Inglaterra, o preço fica em R$3000. No Japão, o preço do aparelho é praticamente o mesmo praticado nos EUA. Na conversão o aumento seria de 7%.

A medida recém aprovada pela presidente acaba com a isenção do Confins e PIS/Pasep de roteadores, smartphones e notebooks. Essas taxas haviam sido isentas no projeto do Governo Federal para o programa de inclusão digital. #Dilma Rousseff #Crise econômica