O delator da Operação Lava Jato Nestor Cerveró, que atuava como diretor da área internacional da Petrobrás, declarou em depoimento que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu o pagamento de 100 milhões de dólares em propina ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Estas informações foram encontradas em um documento, que estava no gabinete do ex-líder do governo senador Delcídio Amaral (PT/MS).

Fernando Henrique diz que acusações são vagas

Fernando Henrique se defende, dizendo que as acusações são vagas, uma vez que não citam nomes. Segundo o ex-presidente, as declarações "servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação".

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Ele afirmou não ter "a menor ideia da matéria" e também defendeu a reputação de Francisco Gros. No período a que o documento se refere, de 1995 a 2002, Gros era o presidente da #Petrobras.

O documento, apreendido na ocasião da prisão de Delcídio, em novembro de 2015, quando o senador foi acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato, cita o nome de Oscar Vicente, que teria ligações com o ex-presidente argentino Carlos Menen. Este personagem, de acordo com diretores da empresa Pérez Companc, seria o principal operador de Menen e foi diretor da Petrobras na Argentina durante os primeiros anos da gestão de Cerveró. Esta petrolífera foi comprada pela Petrobras em 2002 por 1.027 bilhão de dólares. No documento, consta que cada diretor da Pérez Companc recebeu um milhão de dólares, como uma espécie de premiação pela venda.

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O operador Oscar Vicente teria recebido US$ 6 milhões. Com a junção desta empresa à Petrobras, foi criada a Petrobras Energia S/A (PESA).

Nestor Cerveró, que fez acordo de delação premiada, foi condenado pela Lava Jato, primeiramente a 5 anos de reclusão por lavagem de dinheiro. Em outra ação, a condenação é de 12 anos e 3 meses.

A Operação Zelotes

Deflagrada pela Polícia Federal em 26 de março de 2015, a Operação Zelotes começou com a investigação de um esquema de #Corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão pertencente ao Ministério da Fazenda.