A crise política que mergulha o Brasil num "poço sem fundo" parece ter atingido novos patamares e promete "ferver" o ano de 2016 com as homologações das delações premiadas no Supremo Tribunal Federal,  devido a Polícia Federal, sob  condução do Juiz Sérgio Moro.

Em depoimentos recentes dados à PF e ao MPF, o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, afirmou em delação premiada, que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concedeu espaço ao senador Fernando Collor de Melo ao influenciar indicações de diretores na BR Distribuidora, com o objetivo de garantir apoio político e governabilidade durante o ano de 2009 em que a presidência da República era ocupada por Lula, do Partido dos Trabalhadores.

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De acordo com as palavras do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, Lula deu "ascendência" à Collor sobre a BR Distribuidora, com o propósito de garantir apoio à sua base aliada no Congresso.

Propina

O Procurador Rodrigo Janot declarou que as indicações do senador Fernando Collor, do PTB, favoreceram as nomeações dos responsáveis pela diretoria de Rede de Postos de Serviços da BR, Luiz Cláudio Caseira, e pela diretoria de Operações e Logística, José Zonis. Rodrigo Janot afirmou ainda que as indicações eram do PTB e ambas destinavam propinas ao parlamentar de Alagoas, Fernando Collor, inclusive sob execução de seu "operador particular", Pedro Paulo de Leoni Ramos. Já outra parte da Estatal BR Distribuidora havia sido destinada ao PT, através da indicação do ex-diretor Nestor Cerveró, para diretoria Financeira e Serviços e Andurte de Barros Duarte Filho, para a diretoria de Mercado Consumidor.

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Acusados contestam

Em nota, o Instituto Lula afirma que os diretores da BR Distribuidora foram indicados por partidos políticos e não pelo ex-presidente Lula, além de afirmar que ele não foi responsável pela indicação de Nestor Cerveró, sugerindo que seja nomeação do PMDB. Já a defesa do senador Fernando Collor contesta que ele tenha realizado qualquer tipo de "influência política", em favorecimento próprio na BR Distribuidora. A Estatal preferiu não comentar as acusações.

Entretanto, a Operação Lava Jato, com suas mais recentes delações que vêm à público, denotam que as investigações ainda se encontram muito distantes para um desfecho, e que este ano tende a ser tão ou mais conturbado do que o ano passado politicamente. Resta saber até quando a população brasileira assistirá passivamente ao maior escândalo de #Corrupção da história contemporânea do País. #Governo #Crise no Brasil