Não é novidade para os cidadãos brasileiros o 'circo' que se instaura na política do país, mais precisamente, no poder legislativo. Após políticas conservadoras e de retrocesso serem aprovadas pelos deputados federais, mais uma polêmica entra em votação na sede legislativa. Dessa vez um deputado estadual do Espírito Santo que 'inova' no seu mandato.

Deputado solicita cotas para evangélicos

O deputado estadual Rogério Medina (PMDB) sugere em proposta de lei a reserva de cerca de dez por cento das #Vagas em concurso público no estado para os candidatos que se considerarem evangélicos.

Segundo o deputado estadual e informações divulgadas no site enfu.com.br o parlamentar afirma que os evangélicos sofrem discriminação e preconceito por sua opção religiosa.

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E que, tal fato carece de atenção e de políticas públicas voltadas a garantia de acessos universais aos cidadãos marginalizados pela sociedade.

O projeto deve ser avaliado pela comissão de constituição e justiça da câmara dos deputados estaduais do Espírito Santo. Somente após a sanção da comissão é que o projeto segue para votação.

O projeto não agradou a muitos, inclusive a Comissão dos Bispos do Brasil, que se pronunciou publicamente sobre o fato. A instituição considerou a prática preconceituosa e oportunista. Ela é formada por sua maioria oriunda da igreja católica e imediatamente o parlamentar respondeu a indignação da instituição com ofensas a rede Canção Nova.

Se aprovado o projeto será o primeiro a beneficiar diretamente o grupo de evangélicos no país que possuem um discurso violento contra minorias como a população LGBTTT.

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Muitos pastores e evangélicos, misturados a política acreditam que o espaço legislativo é uma extensão dos seus palanques de culto. 

A religião é predominante em seus discursos e seus projetos de leis. Contrariando os princípios básicos da política no Brasil, que defende um estado laico, livre de interferências religiosas e de crenças na construção de políticas. A população aguarda a aprovação da Comissão para saber se realmente o projeto será votado no estado do Espírito Santo. #Trabalho #Governo