O ano de 2016 mal começou e a presidente da república Dilma Rousseff já enfrenta sua primeira denúncia. Enquanto os brasileiros fazem e refazem as contas para passar pela crise econômica, a líder política do país é denunciada pela 'Revista Época'. Segundo uma publicação desta semana, a companheira de Luiz Inácio Lula da Silva teria facilitado a concessão de um empréstimo de 320 milhões de dólares. O dinheiro foi efetuado para o governo de Moçambique, que prometeu construir uma barragem no país do continente africano. 

Pouco antes da crise, em março de 2013, #Dilma Rousseff e o presidente moçambicano, Armando Quebuza, encontraram-se na cidade de Durban, na África do Sul.

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Eles aproveitaram uma reunião dos países emergentes para conversar sobre o empréstimo, que mais tarde foi efetuado pelo BNDES. Com ele, o país construiu a barragem Moamba Major. Quebuza teria dito para Dilma que o governo brasileiro tinha exigências demais e que era preciso facilitar as coisas para que as obras da barragem fluíssem. 

A obrigatoriedade que mais irritaria o governo moçambicano, segundo a Época, era abrir um conta em um banco localizado em um país com baixo risco de dar calote. O país teria negado a fazer isso. Cinco meses depois do encontro dos dois presidentes, documentos da embaixada dão conta que Quebuza teria dito que a entrada de um terceiro país na negociação provavelmente tirariam a empreiteira Andrade Gutierrez e a Fidens como possíveis realizadoras das obras. Executivos da Andrade Gutierrez são alvos de investigação na operação 'Lava Jato', da Polícia Federal. 

Em setembro de 2013, o assunto voltar às rodas do governo.

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Mesmo alertado sobre as possibilidades de calote, o ministro do desenvolvimento, Fernando Pimentel, acabou sendo acompanhado por outros ministros, e votou pela flexibilização do aspecto conta bancária. Com isso, o presidente de Moçambique aceitou o acordo e em junho de 2014 o contrato para a construção da barragem foi assinado. A Andrade Gutierrez acabou sendo escolhida para controlar o consórcio da obra ao lado da Fidens Engenharia.

No mês seguinte, a empreiteira fez a doação de R$ 10 milhões para a campanha da presidente Dilma. Mais dois meses depois, a mesma empresa fez outras doações que chegaram a mais R$ 10 milhões. #Corrupção #Impeachment