Dilma Rousseff se encontrou com o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, que visitou o Brasil. Após o argentino seguir para a FIESP, a presidente decidiu repudir os planos de Macri, explicitados por ele mesmo diretamente à representante do Brasil. 

Em virtude da violenta e catastrófica situação política da Venezuela, Macri sugeriu que o país seja retirado do #Mercosul, até porque o #Governo mandou prender opositores, gerando nova ditadura. Dilma não aceita a exclusão do país apenas por esse motivo, afirmando que foi uma exceção à regra, sendo contrária a qualquer sanção à Venezuela. 

A Venezuela ainda não cumpriu com todas as regras de permanência no Mercosul. O prazo fatal para que o país regularize sua situação e permaneça no bloco é até agosto, mas é pouco provável que o atual protagonista da ditadura política na América Latina consiga atingir essa meta.

Publicidade
Publicidade

O Brasil foi o responsável por apoiar que a Venezuela fosse aceita definitivamente no Bloco Econômico em 2012 e continua apoiando o governo de Nicolás Maduro sob todas as circunstâncias. Nesta quarta-feira (30), a Justiça venezuelana suspendeu a proclamação de de três deputados eleitos pela oposição, desta forma privando os opositores de Maduro de conseguirem a maioria qualificada no parlamento do país.

A posição de Macri, que não é diferente de muitos líderes de Estado, também abrange o fato da Venezuela não viver uma democracia, o que fere as regras do Mercosul. Além disso, um país que manda prender opositores ao governo passa a ser autoritário e pouco confiável. Para participar de um bloco econômico, um país deve se manter democrático, ainda que a política nacional não esteja bem. Contudo, a tomada de posição de Dilma arrisca comprometer o Brasil com as políticas antidemocráticas de Nicolás Maduro.

Publicidade

Vale ressaltar que Macri não impôs a saída da Venezuela, até porque sozinho não é capaz de fazer isso, mas sugere aos demais líderes do bloco a remoção da Venezuela pelos motivos apresentados em uma entrevista coletiva. A sugestão serve para os líderes pensarem nas possibilidades, analisarem o caso de acordo com os seus interesses e tomar uma decisão, seja ela qual for. Essa mesma postura de Macri poderia ser tomada por qualquer outro país do bloco, inclusive o Brasil em relação aos demais estados membros.  #Dilma Rousseff