Na manhã desta quinta-feira (7), a presidente Dilma participou de um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Como não poderia deixar de ser, a pauta dominante foi sobre economia. Em uma conversa descontraída, Dilma defendeu a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Dilma Rousseff afirmou que não ter percebido o quanto a economia brasileira ia mal, foi um erro do governo e, apesar do reconhecimento, citou "efeitos internos e externos" como culpados pela desaceleração.

CPMF: a salvação para a saúde pública

Com a governabilidade fragilizada e em meio à tramitação de um possível impeachment, a presidente defendeu que o governo precisa apostar em mudanças na área tributária.

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Enfatizou que a aprovação da CPMF pelo Congresso pode salvar a saúde pública.

Dilma informou que a reforma previdenciária, outra questão crucial para a economia do país, será discutida em um fórum com data agendada para fevereiro. Segundo ela, os direitos adquiridos serão mantidos e o tempo de transição de um sistema para outro será respeitado, porém é necessário efetuar modificações.

Também devem ser alvo de mudanças os sistemas tributários como PIS/COFINS e ICMS, que estão sendo estudados pela equipe econômica.

Política também foi pauta no encontro com jornalistas

A presidente Dilma defendeu as investigações de corrupção pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, citando principalmente a Operação Lava Jato.

Sobre a atual crise, ratificou que acredita que 2016 será melhor do que o ano anterior.

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Para Dilma, a oposição precisa apoiar medidas tomadas em favor do Brasil, mesmo que sua origem seja o governo. Comentou também que "a base aliada passou o ano tentando se defender de pautas-bomba, que o Congresso insistia em votar". A presidente acredita que "havia uma consciência baixa sobre a crise".

Questionada sobre sua relação com o vice-presidente Michel Temer, Dilma respondeu que está "ótima". E sobre acusações de corrupção em seu governo, foi firme: "Podem continuar me virando do avesso. Não paira sobre mim nenhum embaçamento". #Dilma Rousseff #Crise econômica