De acordo com a Agência Estado e conforme publicado no jornal o Povo, nesta quarta-feira, dia 5, o ex-ministro e ex-governador do Estado do Ceará, Cid Gomes sugeriu, em entrevista, que a presidente #Dilma Rousseff  deixasse imediatamente o #PT. Isto seria uma medida necessária, pois ajudaria a reverter os seus baixos índices de popularidade. Além disto, ele sugeriu que a presidente se mantivesse distante de qualquer processo político que tivesse relação com a sucessão presidencial em 2018.

Questionado quanto ao ano de 2015, Cid Gomes foi taxativo e afirmou que  foi um ano muito traumático e expressou suas esperanças para que 2016, não seja um ano em que o país não tenha crescimento econômico.

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O ex-ministro culpou as constantes desavenças e disputas de poder entre o Legislativo e o Executivo como responsáveis pela crise que o país atravessa.

Na defesa de Dilma

Cid Gomes não poupou elogios a Dilma e disse que, como presidente, ela  jamais compactuou com a política 'podre' que a Câmara dos Deputados insiste em praticar. Nas palavras de Cid, isto não vinha de Dilma. Ela foi obrigada a aceitar tal tipo de coisa, embora tenha sido muito resistente no início.

O ataque ao PMDB

Nas palavras de Cid Gomes, o PMDB seria o principal responsável pela crise que o Brasil mergulhou em 2015. Ele afirma que o partido é acostumado à prática da política baseada no achaque(extorsão) e na chantagem. O ex-governador classifica tal processo como  'política podre'. Os ataques ao partido foram iniciados desde quando o mesmo deixou o Ministério da Educação, no início do ano passado, ao acusar o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de ser um achacador.

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Sobre o impeachment

Na opinião de Cid Gomes, o processo perdeu força. A população brasileira já percebeu que sem Dilma, o quadro político  poderá ficar bem pior, por força dos parlamentares que estão no congresso, na sua maioria, rendida à política 'suja' imposta pelo PMDB. O povo brasileiro iria assistir ao destino da nação ser entregue nas mãos do vice, Michel Temer, que segundo Cid, é o ' chefão ' do achaque na política brasileira.

Sobre Eduardo Cunha

Cid Gomes afirma que o Congresso atual não terá forças suficientes para afastar Cunha da presidência da Câmara. A sua saída deverá se dar somente por meio da Justiça, pois os acordos que ele trava diariamente com os seus pares, o impedirão de sair através de uma decisão parlamentar comum.

Sobre a corrida para a sucessão presidencial

O ex-ministro descartou qualquer possibilidade de concorrer à presidência da República, nas próxima eleições, em 2018. Perguntado sobre seu irmão, Ciro Gomes, ele não descartou a possibilidade. Entretanto, ponderou que as chances irão depender das circunstâncias do momento. Segundo Cid, o irmão não pretende se candidatar somente como forma de marcar oposição e se sobressair fazendo denúncias.  #Governo