Em entrevista durante café da manhã com jornalistas, nesta sexta-feira, dia 15, no Palácio do Planalto, a presidente DiIma Rousseff reiterou a necessidade de se editar uma medida provisória que corte despesas e delimite gastos dentro do #Governo. O objetivo, segundo Dilma, é que o país possa cumprir as metas previstas no orçamento para este ano. A publicação deste decreto coincidirá com a reunião do equipe econômica e o Banco Central para que seja definido as novas taxas de juros a serem trabalhadas pelo mercado para os próximos meses.

A preocupação de Dilma é com o superávit que o país deve alcançar

De acordo com a equipe econômica de Dilma, todos os esforços serão empregados para que o governo não extrapole os limites de gastos e desta forma, possa deixar de atingir o superávit primário previsto para este ano, que é de 0,5% do PIB.

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O decreto servirá para delimitar gastos previstos para os meses de janeiro e fevereiro deste ano. A despesas que cada ministério poderá realizar será limitada a um doze avos (1/12) do orçamento previsto para este ano. Entram neste limite também os gastos com investimentos.

Mais uma vez, o governo publica um decreto a respeito da contenção de gastos governamentais, sem entretanto, ter a aprovação definitiva do orçamento anual pelo Congresso Nacional. A justificativa de Dilma é que, neste ano, há um real comprometimento por parte do executivo em controlar gastos e despesas, para se atingir o equilíbrio positivo na balança comercial do país. As determinações do referido instrumento deverão ficar em vigor até que seja feito o bloqueio definitivo do montante, com a finalidade de se atingir a meta.

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Isto deverá ocorrer na metade do mês de fevereiro.

A necessidade de se ajustar as contas em meio ao desemprego crescente. A volta da CPMF

Durante a conversa com os jornalistas, Dilma demonstrou certa pressa em reequilibrar as contas públicas, principalmente, em meio ao dados publicados pelo IBGE, do aumento do desemprego em torno de 9%, para o período entre agosto e outubro do ano passado. A presidente sinalizou claramente aos presentes que o equilíbrio só poderia ser atingido com a elevação da carga tributária. De outra maneira, o que fosse defendido correria o risco de ser considerado uma fala demagógica. Dilma então aproveitou a ocasião para reforçar a importância de se voltar a cobrar a CPMF e mais uma vez disse que o imposto vai possibilitar que o país possa sair mais rápido da crise. #Dilma Rousseff #Finança