Carismático, popular e comprometido com o povo, #Lula deixou a presidência do Brasil em janeiro de 2011 com uma aprovação recorde: 87%, segundo pesquisa CNI/Ibope. Anos depois, o próprio staff pessoal do ex-presidente admite que há um processo de "desmitificação" com relação à imagem do tradicional político petista e fundador do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em uma pesquisa recente que previa a corrida eleitoral para 2018, Lula, no momento, perde para Aécio Neves, senador do PSDB. O tucano apresenta 31% das intenções de voto, contra 22% do ex-presidente. A perda de capital político de Lula se torna cada vez mais sensível e cresce a avaliação de que ele errou na escolha da sua sucessora, Dilma Rousseff.

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As divergências entre Lula e a própria presidente Dilma se acentuaram em 2015. Em junho, durante um encontro com lideranças religiosas em São Paulo, o ex-presidente disse que Dilma se encontrava no volume morto, e que o PT, de uma hora para outra, passou a se preocupar apenas com cargos.

Além disso, a aproximação da figura do presidente Lula com amigos e personagens envolvidos diretamente nas Operações Lava Jato e Zelotes afetam diretamente o seu prestígio público. Embora os órgãos competentes e o próprio juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, afirmem que Lula não é investigado, o nome do petista tem aparecido com certa frequência em depoimentos e dossiês da Polícia Federal (PF).

"Evidente que há um processo de desconstrução da imagem do Lula", afirmou Celso Marcondes, diretor do Instituto Lula.

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O momento de Lula e o momento político brasileiro embaralham ainda mais as cartas para as eleições municipais de 2016 e também para o pleito nacional em 18. #PT