Após a Justiça Federal anunciar na última quarta-feira, dia 20 de Janeiro, que Dilma Roussef estava autorizada a depor como testemunha de defesa do advogado Eduardo Valadão na Operação Zelotes, deflagrada em março de 2015, o juiz do processo enviou uma notificação solicitando que a Presidente da República deponha com brevidade. A ação é uma investigação à respeito de uma suposta venda de medidas provisórias que estendem incentivos fiscais para montadoras.

Na solicitação, o juiz foi claro: "A manifestação/declaração de vossa excelência deverá ser encaminhada com brevidade, por se tratar de ação penal movida contra diversos réus presos".

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O depoimento de Dilma será em defesa do réu Eduardo Valadão, que é advogado e empresário. A autorização do depoimento da presidente argumentando o direito do réu Eduardo a escolher suas testemunhas. Dilma pode optar por não responder as perguntas que lhe fizerem, limitando-se a dizer que nada sabe sobre o assunto em questão.

O juiz deixou à cargo de Dilma a escolha sobre seu depoimento ser escrito ou agendado, tendo ela escolhido por escrito. Outros que também devem depor são o ex-presidente Luís Inácio #Lula da Silva e o ex-ministro Gilberto Carvalho.

O filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, também está sob investigação, pois sua empresa teria recebido em torno de 2,5 milhões de reais. Tais incentivos teriam sido dados por um tempo maior que o esperado e previsto. Além disso, há também investigação à respeito do pagamento de propina ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para suas dívidas serem reduzidas ou extintas na Receita Federal.

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Atualmente a política brasileira passa por uma crise, que tem surtido influência nas más condições econômicas da nação. Um processo de impeachment segue aberto, e uma definição à respeito do mesmo só deve ser divulgada no dia 2 de Fevereiro. Há uma grande pressão na Câmara para retirar a presidente do cargo. No entanto, o posicionamento dos partidos à respeito do processo de impeachment tem sido variável. #Governo #Dilma Rousseff